ABICALIL, Carlos

Carlos Augusto Abicalil nasceu em Nova Friburgo (RJ) no dia 23 de janeiro de 1962, filho de João Batista Abicalil e de Hortença Gomes Abicalil.

Professor, trabalhou na Secretaria de Estado de Educação em Cuiabá em 1985. Formou-se em filosofia pela Faculdade Salesiana em Lorena (SP) em 1987 e dirigiu a Escola Estadual Antônio Cristino Cortes, em Barra do Garças (MT), de 1988 a 1991. Nesse último ano, concluiu o curso de especialização em história contemporânea na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Patrocínio (MG).

Iniciou sua militância política em 1985 ao entrar para o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público do Mato Grosso (Sintep-MT). Deixou o Sindicato em 1991 quando assumiu a secretaria de imprensa e divulgação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Em 1992 filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e no ano seguinte foi eleito secretário de assuntos educacionais do CNTE, cargo que ocupou até 1994. Nesse ano, foi eleito presidente do Sintep-MT e do CNTE; reelegeu-se por mais dois mandatos, encerrando sua participação em 2001.

Membro do diretório regional do PT a partir de 1996 coordenou a comissão nacional de assuntos educacionais da agremiação. Em 1998, disputou o governo de Mato Grosso na legenda petista, mas não foi eleito. De 1999 a 2003, integrou o Conselho Estadual de Educação, foi vice-presidente da Comissão Executiva Regional da Internacional da Educação para a América Latina (IEAL), em San José, Costa Rica, secretário de projetos e cooperação do CNTE, em Brasília, e membro da Comissão Executiva Mundial da Internacional da Educação, em Bruxelas.

Em 2002 elegeu-se deputado federal por Mato Grosso na legenda do PT. Iniciou também o mestrado em educação na Universidade de Brasília, que não concluiu. Assumiu o mandato em fevereiro de 2003 e nesse mesmo ano votou a favor da reforma da previdência e da reforma tributária. Reelegeu-se em outubro de 2006, com a maior votação do estado. Empossado em fevereiro de 2007, foi eleito coordenador da bancada, sendo reconduzido por duas vezes ao cargo por unanimidade, em 2008 e 2009. Em 2008, tornou-se vice-líder do PT e presidente do partido em Mato Grosso. No ano seguinte, assumiu a vice-liderança do governo na Câmara dos Deputados. Ao longo das duas legislaturas, presidiu a Comissão de Educação e Cultura e participou das comissões da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, de Educação, Cultura e Desporto, e de Legislação Participativa. Integrou ainda inúmeras frentes parlamentares, entre as quais a Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas, na qual foi secretário de Relações Institucionais. Foi ainda secretário do Grupo Parlamentar Brasil-Bolívia e participou do Grupo Parlamentar Brasil-Líbano, da Frente Parlamentar do Centro-Oeste e da Pastoral Parlamentar Católica.

Em 2010, concorreu a uma vaga no Senado pelo PT, mas não obteve êxito, ficando com uma terceira colocação no pleito no qual foram eleitos Blairo Maggi e Pedro Taques.

Foi indicado, em Fevereiro de 2011, para ocupar o cargo de Secretário de Articulação dos Sistemas de Ensino, no Ministério da Educação, onde ficou até Março de 2012, quando foi exonerado. Em seguida, tornou-se assessor do senador José Pimentel, líder do governo.