ABREU, Kátia

Kátia Regina de Abreu nasceu em Goiânia no dia 2 de fevereiro de 1962, filha de João Luís Duarte de Abreu e de Vera Lúcia Foresin de Abreu.

Em 1980, ingressou no curso de Psicologia da Universidade Católica de Goiás (UCG), formando-se em 1988.

Em 1987, em virtude do falecimento de seu marido, pecuarista de região que se situava então ao norte de Goiás, atualmente parte de Tocantins, Kátia assumiu os negócios da propriedade, a Fazenda Aliança, e seis anos mais tarde ganhou destaque entre os produtores da região ao implementar tecnologias de inseminação artificial.

Como consequência do seu sucesso na atividade agropecuária, Kátia Abreu foi convidada a se candidatar à presidência do Sindicato Rural de Gurupi. Primeira mulher eleita para comandar uma entidade rural no Brasil, sua gestão ficou marcada pela modernização do sindicato e pela implementação de projetos sociais, como, por exemplo, o Projeto Sindicato no Campo.

Em 1995, foi eleita presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins, cargo que exerceu por quatro mandatos consecutivos (de 1995 a 2005).

Ainda em 1995, filiou-se ao Partido Progressista Brasileiro (PPB) e, em 1998, trocou de agremiação passando para o Partido da Frente Liberal (PFL).

Em 1998, obteve uma suplência de deputada federal pelo estado do Tocantins, na legenda do PFL. Exerceu o mandato nos períodos de 4 de abril a 9 de novembro de 2000, de 10 de novembro de 2000 a 23 de outubro de 2001, e de 25 de outubro de 2001 a 5 de abril de 2002. Em 2001, foi escolhida para presidir a Frente Parlamentar da Agricultura no Congresso.

Em 2002, foi eleita para o cargo de deputada federal, iniciando nova legislatura em fevereiro de 2003. Ao longo desta legislatura, foi titular da Comissão Representativa do Congresso Nacional; das Comissões Permanentes de Agricultura e Política Rural; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Foi ainda membro da Bancada Feminina no Congresso e da Frente Parlamentar em Defesa da Televisão Pública. Foi também primeira vice-líder do PFL na Câmara dos Deputados.

Em 2005, foi eleita vice-presidente de Secretaria da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, cargo que ocupou por três anos.

Em 2006, foi eleita senadora pelo estado de Tocantins, na legenda do PFL. Ao iniciar-se a nova legislatura, em fevereiro de 2007, transferiu-se para o Democratas (DEM), legenda que substituiu o PFL. Foi 1ª vice-líder da nova legenda no Senado Federal e participou como titular, entre outras, das comissões de Serviços de Infra-Estrutura; de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle; de Constituição, Justiça e Cidadania; e de Agricultura e Reforma Agrária.

Em 2008, foi eleita presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), para o triênio de 2008 a 2011. Primeira mulher a presidir a CNA, ao assumir o cargo apresentou um plano estratégico que consistia na promoção de oito novos projetos para o campo, entre eles a capacitação do Produtor em Responsabilidade Ambiental (Projeto Terra Adorada), a capacitação em Legislação Trabalhista (Projeto Mãos que Trabalham) e os programas de Inclusão Digital Rural e Campo Futuro.

Teve três filhos.