ALMEIDA, Perpétua

Maria Perpétua Almeida nasceu em Cruzeiro do Sul (AC) no dia 28 de dezembro de 1964, filha de Francisco Batista de Almeida e de Maria de Lourdes de Almeida.

Professora desde 1985, ingressou no Partido Comunista do Brasil (PC do B) em 1987. Foi diretora de escola de 1987 a 1990 e começou a trabalhar como auxiliar no Banco do Estado do Acre em 1988. Iniciou o curso de letras na Universidade Federal do Acre em 1989, mas não o concluiu. Em 1992 iniciou o curso de ciências sociais, e em 2000 o de pedagogia, ambos incompletos.

Em 2000 elegeu-se vereadora em Rio Branco na legenda do PC do B. Em 2002, na mesma legenda, foi eleita deputada federal pelo Acre. Empossada em fevereiro de 2003, foi titular da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. No mesmo ano, esteve entre os deputados que votaram a favor do projeto de reforma da Previdência apresentado pelo governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-2011). Em 2005, participou da comissão especial da Câmara que analisou a proposta de emenda constitucional destinada a combater a prática do nepotismo. No mesmo ano, foi relatora de uma comissão da Câmara dos Deputados que investigava a morte de crianças indígenas por desnutrição nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Reelegeu-se deputada federal nas eleições de 2006 e assumiu o novo mandato em 2007. Na nova legislatura, esteve entre os parlamentares que foram derrotados na votação da emenda constitucional que derrubou a prorrogação da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), e entre os que votaram a favor de sua recriação, dessa vez como Contribuição Social para a Saúde. Ainda em 2007, junto com a deputada Vanessa Graziotin (PC do B-AM), encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral da República, a fim de denunciar a organização não governamental (ONG) britânica Cool Earth, que estaria realizando uma campanha internacional de arrecadação de dinheiro para compra de terras na Amazônia e, segundo o mesmo documento, desrespeitando a soberania brasileira, com atuação ilegal em terras nacionais sem o consentimento das autoridades responsáveis. As parlamentares também encaminharam pedido ao Ministério das Relações Exteriores, para acompanhar e investigar a atuação de organizações estrangeiras na Amazônia. Apontada em levantamento da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a ONG passou a ser investigada pela Polícia Federal por supostas irregularidades na compra de 160 mil hectares de terra no estado do Amazonas.

Em 2008, participou da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cartões Corporativos, que investigou o uso indevido desses mecanismos de compra pela burocracia federal. Em abril desse ano, participou da entrega ao então ministro da Cultura Gilberto Gil de um documento que solicitava o reconhecimento, pelo governo brasileiro, do uso ritual da ayahuasca como patrimônio imaterial da cultura brasileira. Daime, ou ayahuasca, é uma designação dada à união de duas plantas oriundas da floresta, e cuja infusão é usada em rituais culturais e religiosos. Entre maio de 2009 e março de 2010 foi vice-líder do Bloco formado pelo PSB, PDT, PMN, PHS e PRB.

Nas eleições de 2010 reelegeu-se deputada federal pelo PCdoB. No novo mandato, iniciado em Fevereiro de 2011, atuou, como parte de suas atividades parlamentares, nas Comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia; e, na de Relações Exteriores e Defesa Nacional, da qual foi presidente. Em 2012, votou favoravelmente ao Projeto de Lei 1879/99, que ficou conhecido como “Novo Código Florestal”, por tratar-se de uma reformulação da versão anterior do Código, de 1965.

Casou-se com Edvaldo Magalhte. O cônjuge foi deputado estadual e candidato a senador, pelo Acre, em 2010.