ARAÚJO, Ildeu

Ildeu Alves de Araújo nasceu em Serrana (SP) no dia 22 de março de 1946, filho de Lázaro Alves de Araújo e de Maria Aparecida de Araújo.

Formou-se em direito pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal.

Membro do diretório nacional do Partido de Reedificação da Ordem Nacional (Prona), em 2002 transferiu seu título eleitoral de Brasília para Americana (SP) e elegeu-se deputado federal por São Paulo com apenas 381 votos, beneficiando-se dos mais de 1,5 milhão de votos de Enéias Carneiro, presidente do Prona. Assumiu seu mandato em fevereiro de 2003.

Por conta da mudança de domicílio eleitoral, seu título de eleitor foi cancelado por ordem da juíza Fabiana Calil Canfour de Almeida, da 158ª Zona Eleitoral da Comarca de Americana (SP). A decisão de primeira instância reconheceu que Ildeu declarara endereço falso em seu pedido de transferência. O cancelamento do título criou expectativas a respeito da cassação de seu mandato, por fraude eleitoral. No entanto, após vários recursos, em 16 de março de 2004 o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proferiu o Acórdão nº 643 que selou a questão: o diploma não foi cassado porque, segundo o art. 57 do Código Eleitoral, o candidato não sofrera nenhuma impugnação nem quando requisitou, nem quando a Zona Eleitoral aceitou o pedido de transferência de domicílio eleitoral.

Durante a legislatura, migrou para o Partido Progressista (PP). Da mesma maneira que mais de 60 outros deputados, em 2006 seu nome foi citado no relatório da comissão parlamentar de inquérito (CPI) responsável por apurar um esquema de compra a preços superfaturados de ambulâncias e equipamentos hospitalares para diversas cidades, através de convênios firmados com o Ministério da Saúde, com recursos provenientes de emendas ao orçamento apresentadas por parlamentares. Durante o transcorrer da CPI, tentou a reeleição em 2006, mas não teve êxito. Em 30 de janeiro de 2007, quando concluía seu mandato na Câmara, a Polícia Federal (PF) o indiciou.