ARGELLO, Gim
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Jorge Afonso Argello nasceu em São Vicente (SP) no dia 5 de abril de 1962.
Criado em Taguatinga, cidade-satélite do Distrito Federal, formou-se em direito pelas Faculdades Integradas do Planalto Central. Empresário, atuou como corretor de imóveis e franqueador dos Correios no Setor Comercial Sul de Brasília.
Iniciou sua militância política em 1983 quando ingressou na Juventude Democrática Social, do Partido Democrático Social (PDS). Em 1985 transferiu-se para o Partido da Frente Liberal (PFL), dissidência do PDS. Nos pleitos de 1990 e 1994 disputou uma vaga na Câmara Distrital do Distrito Federal na legenda do PFL, mas não teve sucesso. Voltou a se candidatar a deputado distrital em outubro de 1998 na legenda do PFL e dessa vez foi eleito. Reeleito no pleito de outubro 2002, aliou-se ao governador Joaquim Roriz, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que em 2003 iniciou seu quarto período no governo do Distrito Federal. Em março de 2005 filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), passando a ocupar a presidência regional da agremiação. Licenciou-se também da Câmara Distrital e tomou posse como secretário do Trabalho de Joaquim Roriz.
Nas eleições legislativas de outubro de 2006, compôs, na condição de suplente, a chapa para o Senado encabeçada por Roriz, que foi vitoriosa. Em julho de 2007, quando, após várias acusações, Roriz renunciou ao mandato, assumiu sua vaga de senador pelo Distrito Federal. Vice-líder do governo Lula no Senado em 2008, integrou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre o uso de Cartões Corporativos. Em janeiro de 2009 assumiu a liderança do PTB no Senado.
Integrante da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, foi nomeado, em 2010, relator-geral do Orçamento da União para 2011. Em Dezembro, o jornal O Estado de São Paulo publicou uma reportagem na qual denunciava emendas orçamentárias apresentadas pelo senador, que supostamente destinariam recursos para entidades fantasmas. Em defesa, o senador afirmou não ter responsabilidade sobre a fiscalização das entidades, suspendeu as emendas e, em seguida, renunciou ao posto na Comissão de Orçamento.
Na legislatura iniciada em 2011, foi mantido como vice-líder do governo no Senado e, no ano seguinte, tornou-se líder do bloco formado por PTB, PR e PSC.
Em Agosto de 2013, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) referente a movimentações financeiras realizadas pelo senador, que, de acordo com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), seriam incondizentes com as rendas declaradas pelo senador e seus familiares.
Casou-se com Márcia Cristina Argello, com quem teve dois filhos.