BAHADIAN, Ademar Gabriel

Ademar Gabriel Bahadian nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 22 de outubro de 1940, filho de Aziz Bahadian e de Gracinda Gabriel Bahadian.

Ingressou no curso de preparação à carreira de diplomata do Instituto Rio Branco em 1965, sendo nomeado terceiro-secretário em março de 1967. No mesmo ano foi designado assistente do chefe da Divisão de Organização e, no ano seguinte, assistente do chefe da Divisão de Política Comercial do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Em março de 1970 foi promovido a segundo-secretário e em seguida designado assistente do chefe do Escritório de Representação MRE no Rio de Janeiro. Durante o ano de 1975, foi chefe substituto da secretaria e coordenador de ensino substituto do Instituto Rio Branco. Nesse mesmo ano bacharelou-se em psicologia pela Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro.

Promovido a primeiro-secretário em março de 1976, foi removido para a delegação permanente do Brasil em Genebra. Em dezembro de 1979 foi promovido a conselheiro e no ano seguinte tornou-se encarregado do consulado brasileiro na mesma cidade. De 1981 a 1986, serviu na missão brasileira junto à ONU, em Nova Iorque. Em dezembro de 1986 foi promovido a ministro de segunda classe e, de volta ao Brasil, no ano seguinte assumiu a chefia da Divisão de Comércio Internacional. De 1987 a 1988, foi coordenador executivo no gabinete do ministro de Estado. Em 1990 voltou como ministro-conselheiro à missão junto à ONU, em Nova Iorque, e em 1992 publicou o trabalho A tentativa do controle do poder econômico nas Nações Unidas, na coleção Relações Internacionais, do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI). Durante o ano de 1994, foi chefe de gabinete e secretário-geral-adjunto na Secretaria-Geral das Relações Exteriores, e coordenador nacional na Cúpula das Américas. Em dezembro, foi promovido a ministro de primeira classe.

Em 1998, foi nomeado representante permanente alterno na delegação permanente do Brasil em Genebra. Ainda nesse ano, publicou o artigo O Brasil e a Cúpula das Américas, em coautoria com Everton Vieira Vargas, na revista Política Externa. Durante o ano de 1999, sempre em Genebra, tornou-se representante permanente alterno junto à Conferência do Desarmamento, aos órgãos das Nações Unidas e à Organização Mundial do Comércio (OMC). No ano seguinte, passou a representante permanente interino na OMC . Posteriormente, foi nomeado cônsul-geral em Buenos Aires. Em 2003, foi co-presidente brasileiro da reunião da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA).

Em 22 de outubro de 2005, passou a integrar o quadro especial de ministros de primeira classe. De 2006 a 2009 foi embaixador do Brasil em Roma. Ao longo de 2009, Bahadian lidou com o caso provocado pela decisão do governo brasileiro em conceder asilo político ao ex-militante italiano Cesare Battisti, indeferindo assim o pedido do governo da Itália de extradição. Na ocasião, o embaixador Bahadian foi convocado pelo Ministério das Relações Exteriores da Itália para dar explicações sobre a decisão brasileira.

Desde 2010 Adhemar Bahadian integra o conselho da TIM Participações S.A.