BATATA, Carlos
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Antônio Carlos Vieira dos Santos nasceu em 13 de junho de 1959 em Garanhuns (PE), filho de Manuel Antônio dos Santos e de Elídia Vieira da Silva. Sua irmã, Maria de Fátima Vieira dos Santos, foi eleita vereadora em Capoeiras (PE) em 2004.
Estudou medicina veterinária na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) de 1977 a 1980, fez pós-graduação em reprodução animal na mesma universidade de 1982 a 1983, e estudou medicina na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) de 1982 a 1986, não tendo completado o curso. Em 1986 filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), e nessa legenda foi eleito prefeito de Capoeiras em 1988. Nas eleições de 1994 candidatou-se a deputado estadual e foi eleito. Na Assembleia Legislativa de Pernambuco presidiu a Comissão de Agricultura, assim como a Comissão de Ciência, Tecnologia e Informática.
Em 1998 elegeu-se deputado federal, também na legenda do PSB, que integrava uma coligação formada por vários partidos: Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Partido Comunista Brasileiro (PCB), Partido Geral dos Trabalhadores (PGT), Partido da Mobilização Nacional (PMN), Partido Social Democrático (PSD) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Em janeiro de 1999, por divergências com Miguel Arrais, deixou o PSB e filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). O rompimento com o PSB ocorreu após o deputado queixar-se do tratamento recebido no período pré-eleitoral, quando, segundo declarou, o correligionário Eduardo Campos, neto de Miguel Arrais, teria invadido suas bases eleitorais.
Empossado na Câmara em fevereiro de 1999, passou a integrar como membro titular a Comissão de Agricultura e Política Rural. Também durante a legislatura 1999-2003, foi presidente da comissão especial encarregada de analisar o Projeto de Lei Complementar 167, de 2000, que visava a instituir o novo Estatuto da Terra, e membro da comissão especial destinada a analisar o Fundo Nacional de Desenvolvimento do Semiárido. Integrou ainda as seguintes comissões especiais: de alimentos geneticamente modificados, de produção, comércio e fiscalização de sementes, e de recursos genéticos e produtos derivados. Em 2001, assumiu a vice-liderança do PSDB e do bloco formado na Câmara pelo PSDB e pelo PTB. Passou a integrar a bancada ruralista, nome pelo qual se tornou conhecida a Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária, e destacou-se como relator, em 2002, do projeto substitutivo ao Projeto de Lei 922/99, que favorecia a institucionalização do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), criado por decreto do então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e fortalecia a Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais (PNAEF).
Também em 2002 apresentou sua candidatura à reeleição, mas sofreu processo de impugnação pelo Ministério Público Estadual, devido a irregularidades nas prestações de contas quando administrara verbas públicas como prefeito de Capoeiras. Em agosto de 2002, porém, seu pedido de registro foi deferido pelo Tribunal Regional Eleitoral, o que lhe permitiu disputar as eleições de outubro. Tendo obtido uma suplência, deixou a Câmara ao final da legislatura em janeiro de 2003, mas voltou a ocupar uma cadeira em 22 de setembro de 2005, devido à renúncia do então presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, acusado de envolvimento em esquema de corrupção. Filiado ao Partido da Frente Liberal (PFL), de 2005 a 2006 foi membro titular da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, e em fevereiro de 2006 passou a integrar a comissão especial que discutiu reformas nas Câmaras de Vereadores. No pleito de Outubro de 2006, não obteve êxito na tentativa de mais um mandato.
Permaneceu atuante em seu partido em Pernambuco, o DEM, mas somente concorreu a cargo eletivo em 2012, quando tentou retornar à prefeitura de Capoeiras, tendo como um dos concorrentes seu irmão, Dr. Severino Vieira, do Partido Verde, mas nenhum dos dois foi eleito.