BIFFI, Antônio Carlos
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Antônio Carlos Biffi nasceu em Tupã (SP) no dia 9 de março de 1952, filho de Sebastião Biffi e Dirce Massoni Biffi.
Professor e funcionário público, se formou em pedagogia pela Faculdade de Ciências e Letras de Tupã (SP), em 1973. Em 1975, mudou-se para Dourados (MS), onde lecionou e foi coordenador de várias escolas estaduais. Ainda na década de 1970, começou a atuar no movimento sindical, tendo sido fundador e o primeiro presidente da Associação Douradense de Professores (ADP) e da antiga Federação de Professores do Mato Grosso do Sul (Feprosul), hoje Federação dos Trabalhadores em Educação do Mato Grosso do Sul (Fetems). Foi também vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) na Região Centro-Oeste, e nessa condição conduziu a primeira greve de trabalhadores em Educação em Mato Grosso do Sul.
Em 1986, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), desligando-se no ano seguinte. Em 1988, formalizou sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT), ocupando vários cargos na agremiação: membro do diretório regional (1988-2002), membro da executiva regional (1993-1995) e coordenador (1996-1997).
Durante a primeira gestão do governador José Orcírio Miranda dos Santos (1999-2006), o Zeca do PT, foi secretário de Administração do estado do Mato Grosso do Sul (1999-2000), trabalhando para a aprovação do plano de cargos e salários para diversas categorias do funcionalismo público. Em 2001, Biffi foi transferido, por Zeca do PT, para a Secretaria de Educação do estado do Mato Grosso do Sul, permanecendo no cargo até 2002.
Nesse mesmo ano, candidatou-se ao cargo de deputado federal pelo Mato Grosso do Sul na legenda do PT, sendo eleito com 46 mil votos. Assumiu o mandato em fevereiro de 2003. Sua atuação parlamentar foi focada no desenvolvimento regional de Mato Grosso do Sul e na democratização da educação. Foi vice-líder do PT na Câmara e titular das seguintes comissões: Constituição, Justiça e Cidadania; Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional; Educação, Cultura e Desporto. Integrou também como titular várias comissões especiais de projetos de emenda constitucional, entre elas a da Reforma da Previdência.
Em 2005, devido a divergências internas ao partido no âmbito estadual, rompeu com o governador reeleito, Zeca do PT. No pleito de 2006, candidatou-se e foi reeleito, obtendo 55.179 votos. Assumiu o novo mandato em fevereiro de 2007 e em dezembro, votou a favor da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A proposta foi aprovada na Câmara, mas o Senado a rejeitou o que levou a extinção do imposto. Em junho de 2008, votou a favor da Contribuição Social para a Saúde (CSS), conhecida como a “nova CPMF”. O projeto foi encaminhado para o Senado, mas não foi votado.
Ao longo dessa legislatura, participou como titular da CPI da Subnutrição de Crianças Indígenas, instalada em dezembro de 2007, com o objetivo de investigar a morte de crianças indígenas por subnutrição nos estados do Acre, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Atuou também como titular da Comissão de Educação, Cultura e Desporto.
Concorreu com sucesso à reeleição no pleito de Outubro de 2010, quando obteve pouco mais de 60 mil votos.
Assumiu novo mandato em Fevereiro de 2011, quando foi titular da Comissão Externa da Violência Contra Povo Indígena Guarani-Kaiowá e novamente na Comissão de Educação. Nesta última, integrou a Comissão Especial que elaborou o Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelecia as metas nacionais para a educação até 2020.