BISPO JOÃO BATISTA

João Batista Ramos da Silva nasceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 24 de fevereiro de 1944. Formou-se em Ciências Econômicas pela Faculdade de Economia e Finanças do Rio de Janeiro em 1970, e concluiu o Curso de Aperfeiçoamento Financeiro da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 1974.

Iniciou suas atividades profissionais como Auxiliar de Escritório (1959-1967) e, em 1967, passou a trabalhar como Técnico de Contabilidade no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), do Rio de Janeiro. Ainda no Instituto, em 1972 – ano anterior a sua saída –, proferiu a palestra Implantação Normas Financeiras do INCRA. Entre 1973 e 1992 atuou como economista da Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel), e se transformou em um executivo da área de comunicação.

Foi diretor-presidente Rede Record de Televisão Ltda (1992-1996), diretor-presidente da Rede Família de Comunicação Ltda (1998- 2002), e diretor-presidente da Rede Mulher de Televisão Ltda (1992-2002).

Em 2001 filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL), sendo eleito deputado federal um ano depois, com o apoio da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), da qual se tornou bispo.

Durante sua legislatura envolveu-se em dois episódios de repercussão política: a apreensão de sete malas de dinheiro pela Polícia Federal (PF) no aeroporto de Brasília em 2005, e o esquema da venda superfaturada de ambulâncias (conhecido como máfia das sanguessugas), no ano de 2006.

Detido no dia 11 de julho de 2005 no Aeroporto de Brasília – em um avião com destino à Goiânia –, com uma quantia superior a dez milhões de reais, informou à PF que os valores foram ofertados pelos fiéis, como dízimo, durante as comemorações dos 28 anos da IURD. No dia seguinte, 12 de julho de 2005, teve cancelada a sua filiação ao PFL. Neste mesmo ano filiou-se ao Partido Progressista (PP).

De acordo com as investigações do MPF (Ministério Público Federal), o esquema da venda superfaturada de ambulâncias consistiu na apropriação de recursos públicos através, principalmente, da criação de emendas parlamentares – área da saúde –, direcionadas para a compra de ambulâncias para diversos municípios brasileiros.

Diversos políticos foram investigados e, em maio de 2006, a Polícia Federal desmontou o esquema da venda de ambulâncias. Diante deste cenário, João Batista desistiu da candidatura à reeleição. Mesmo assim, em 30 de janeiro de 2007, a PF o indiciou.