BIVAR, Luciano

Luciano Caldas Bivar nasceu em Recife no dia 29 de novembro de 1944, filho de Milton de Lyra Bivar e de Hermínia Caldas Bivar.

Cursou direito na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) entre 1965 e 1969 e no mesmo período, de 1965 a 1967, foi diretor do departamento de veiculação da Warlupo Publicidade, em Recife. Em 1967 matriculou-se na Faculdade de Ciências Jurídicas do Rio de Janeiro, mas não chegou a completar o curso. Em 1970 estudou administração na Fundação de Ensino Superior de Pernambuco (FESP), também não chegando a completar o curso. Fez pós-graduação em direito Comparado na Unicap em 1970, e em 1976 fez estudos de pós-graduação em financial education, no Institute of Financial Education da Northewestern University, em Illinois, EUA. De 1980 a 1990 foi diretor da Delphos Previdência Privada, de 1985 a 1986 foi também diretor da empresa Sol de Seguros S.A., e de 1986 a 1990 assumiu a vice-presidência da Delphos Serviços Técnicos S.A., todas em Recife. Em 1989 assumiu pela primeira vez a presidência do Sport Clube do Recife de futebol, do qual seu pai fora presidente em 1952. Foi também diretor presidente da Companhia Excelsior de Seguros S.A.

Em 1990 filiou-se ao Partido Liberal (PL), tornando-se presidente do seu diretório regional de 1992 a 1997. Em 1994 candidatou-se a senador por Pernambuco na legenda do PL, mas não conseguiu ser eleito. Em 1997 filiou-se ao Partido Social Liberal (PSL), tornando-se no mesmo ano presidente do diretório nacional. Voltou a presidir o Sport Clube em 1997 e 1998.

Em outubro de 1998 foi eleito deputado federal por Pernambuco na legenda do PSL. Assumiu o mandato em fevereiro de 1999, tornando-se o único representante do partido na Câmara. Integrou a chamada “bancada da bola”, que reunia deputados ligados a clubes de futebol. Foi também membro titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação e da Comissão de Viação e Transportes, além de integrar várias comissões especiais e a comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investigou os contratos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com a Nike, empresa multinacional de material esportivo. Nas eleições de outubro de 2002, figurou como suplente na chapa de Carlos Wilson, candidato a senador por Pernambuco na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que não foi eleito. Deixou a Câmara ao final da legislatura, em janeiro de 2003. Em 2005-2006 assumiu pela terceira vez a presidência do Sport Clube do Recife.

Em junho de 2006, candidatou-se à presidência da República na legenda do PSL, tendo como candidato a vice Américo de Sousa, do mesmo partido. No lançamento de sua candidatura, defendeu ideias como a instituição de um Imposto Único Federal, que isentaria as pessoas da cobrança de uma declaração anual de imposto de renda, a construção de uma rodovia ligando o Norte ao Sul do Brasil, e a construção de um “miniquartel” em cada favela do Brasil. Nas eleições realizadas em outubro, obteve 0,06% dos votos (62.064 votos), ficando em último lugar. Em novembro de 2007, foi novamente eleito presidente do PSL.

Casou-se com a empresária Catarina Petribú Bivar, com quem teve três filhos.

Publicou os livros Por que perdi o campeonato (1984), Brasil alerta: psicoses socialistas (1985), Cuba: num retrato sem retoques (1986), Passagem para a vida: operação terror (1989) e Burotocracia: a invasão invisível (2006).