BUZANELLI, Márcio Paulo
| Tipo | Biográfico |
|---|---|
| Cargos |
|
| Autor(es) | Fabrício Augusto Souza Gomes |
Márcio Paulo Buzanelli nasceu em Campinas (SP) em 20 de março de 1950, filho de José Paulino Buzanelli e de Ana Calin Buzanelli.
Graduou-se em administração pela Faculdade de Administração de São Paulo (Fasp) em 1979, com cursos de especialização e aperfeiçoamento na área de Segurança Pública e Inteligência.
Ingressou no serviço de inteligência em 1978, tendo servido na Agência São Paulo, do então Serviço Nacional de Informações (SNI), até 1987. De 1988 a 1999, trabalhou no Departamento de Inteligência das Secretarias de Assuntos Estratégicos e de Inteligência, órgãos antecessores da Agência Brasileira de Informações (Abin), ocupando as funções de analista e chefe das divisões de crime organizado, de terrorismo e de Oriente Médio. Entre 1995 e 1999, chefiou a Coordenação de Assuntos Especiais (CAE), unidade voltada à execução de atividades de inteligência contra o crime organizado. Integrou em 1997 o grupo de trabalho encarregado de elaborar a proposta do projeto de lei de criação da Abin apresentada ao Congresso Nacional que resultou na edição da Lei nº 9.883, de 7 de dezembro de 1999, que instituiu o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) e criou a Abin.
Participou dos trabalhos de criação e implantação da Secretaria Nacional antidrogas (Senad), do Programa Calha Norte e do grupo de trabalho da Tríplice Fronteira Brasil-Argentina-Paraguai. No período de janeiro de 2000 a julho de 2002, atuou como oficial de ligação, representando o Brasil junto ao Counterdrug Operations Center, do Joint Interagency Task Force East, órgão sediado em Key West, Flórida (EUA). Por sua experiência no combate ao crime organizado e ao terrorismo, em 1999 e entre agosto de 2002 e abril de 2004, integrou a Secretaria de Acompanhamento e Estudos Institucionais da Presidência da República. Em 2004, fez parte do grupo de trabalho interministerial da Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional (Creden), encarregado de propor uma política nacional de prevenção ao terrorismo. Ainda nesse ano foi nomeado diretor do Departamento de Inteligência da Abin e, de agosto de 2005 a outubro de 2007, ocupou o cargo de diretor-geral da instituição.