CAMELI, Gladson

Gladson de Lima Cameli nasceu em Cruzeiro do Sul (AC), no dia 26 de março de 1978, filho de Eládio Messias Cameli e de Maria Lindomar de Lima Cameli. Seu tio, Orleir Cameli, foi governador do Acre (1995-1999).

Em 1997, residindo em Manaus, Gladson Cameli tornou-se empresário, como sócio da empresa Marmud Cameli, e ingressou no ensino superior, tendo se formado bacharel em Engenharia Civil pelo Instituto Luterano, em 2001. Iniciou sua atuação política no ano de 2000, filiando-se ao Partido da Frente Liberal (PFL), no qual permaneceu até 2003, quando transferiu-se para o Partido Popular Socialista (PPS). Em 2005, tornou-se responsável técnico da Construtora ETAM.

Filiou-se ao Partido Popular (PP), elegendo-se deputado federal nesta legenda nas eleições de 2006. Em 2007, em seu primeiro ano de mandato, esteve entre os parlamentares que foram derrotados na votação da Emenda Constitucional que derrubou a prorrogação da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Em 2008, votou com a maioria a favor de sua recriação, desta vez como Contribuição Social para a Saúde. Como parte das atividades parlamentares, participou também, como membro titular, das comissões permanentes de Viação e Transportes e de Finanças e Tributação.

Em 2009, o deputado destinou verbas de suas emendas individuais para a construção da nova sede da Câmara dos Vereadores de Rio Branco. Ele também esteve entre os que votaram, neste ano, a favor da Proposta de Emenda Constitucional que aumentava o número de vereadores nas câmaras municipais.

Em outubro desse mesmo ano, o Ministério Público Eleitoral ingressou com uma representação contra Cameli por propaganda eleitoral extemporânea, devido a um outdoor que associava seu nome à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energia Elétrica e à questão dos preços das tarifas. A CPI visava investigar a formação dos valores das tarifas de energia elétrica no Brasil, a atuação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) na autorização dos reajustes e reposicionamentos tarifários a título de reequilibro econômico-financeiro, e esclarecer os motivos para a tarifa média de energia elétrica no Brasil ser maior do que em países do chamado G7, grupo dos sete países mais desenvolvidos do mundo.

Conseguiu a reeleição nas eleições de outubro de 2010, com 32.623 votos recebidos. Na nova legislatura, iniciada em fevereiro de 2011, presidiu a Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia e foi titular da Comissão de Minas e Energia. Integrou também a CPI do Cachoeira, instalada em abril de 2012, e que visava investigar a relação de políticos com empreiteiras e com um contraventor conhecido como Carlinhos Cachoeira. Também em 2012, um levantamento do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) o identificou como o deputado que mais emendas orçamentárias aprovou.

Nas eleições de Outubro de 2014, concorreu a uma vaga no Senado Federal, tendo logrado êxito na condição de mais votado do estado, com 218 mil votos.

Casou-se com Ana Paula Cameli, com quem teve um filho.