CARVALHO, Almerinda de
| Tipo | Biográfico |
|---|---|
| Cargos |
|
Almerinda Filgueiras de Carvalho nasceu em Campos (RJ) no dia 17 de janeiro de 1952, filha de Rubens Coutinho Filgueiras e Maria Ferreira Filgueiras.
Formada em pedagogia pela SUAM (RJ) em 1986, foi secretária municipal de promoção social em São João de Meriti no mesmo ano. Em 1992 tornou-se assessora parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ). Em 1996, filiou-se ao PFL e três anos depois foi eleita deputada federal pelo mesmo partido, reelegendo-se para o cargo no mandato de 2003-2007, mas desta vez pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB).
Em 2003, migrou para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).
Ao longo dos dois mandatos, participou como titular das comissões permanentes de Direitos Humanos; de Fiscalização Financeira e Controle; e de Legislação Participativa. Participou também como titular das comissões especiais do Ano da Mulher em 2004; da Fixação do Salário Mínimo; dos Agentes Comunitários da Saúde; do Recurso da Seguridade Social ao SUS; da Elegibilidade de Cônjuge e Parentes; da Aposentadoria Compulsória; do Combate à Pobreza; do Trabalho Escravo; dos Agentes de Combate às Endemias; dos Direitos Sociais; do Estatuto da Mulher; do Estatuto da Igualdade Racial; do Estatuto do Idoso; do Estatuto do Portador de Necessidades Especiais; dos Contratos para Consórcios Públicos; da Proteção a Crianças Ameaçadas de Morte. Ainda como titular, participou das seguintes comissões externas: Chacina na Baixada Fluminense; Feminização da Pobreza no Brasil; Mortalidade Materna no Brasil; Tortura e Maus Tratos.
Em 2006, foi acusada de participar de um esquema clandestino que envolvia corrupção ativa, formação de quadrilha e fraude em licitações para compra de ambulâncias e equipamentos hospitalares com dinheiro da União. O episódio, conhecido como o “escândalo dos sanguessugas”, consistia em um esquema montado para arrecadar dinheiro ilegal com a venda superfaturada de ambulâncias e equipamentos hospitalares para algumas prefeituras. Segundo o empresário Luiz Antônio Vedoin, acusado de ser um dos cabeças do esquema, Almerinda teria feito um acerto sobre emenda de sua autoria destinada ao município de São João do Meriti (RJ), cujo então prefeito, Antônio de Carvalho, é seu marido. Segundo depoimento do empresário Ronildo de Medeiros à Justiça Federal, entre 2002 e 2005, as empresas de seu marido venceram diversas licitações de forma irregular para a compra de equipamentos médico-hospitalares. Almerinda de Carvalho, no entanto, foi absolvida junto com outros 25 envolvidos no escândalo.
Deixou o PMDB em 2007 e dois anos depois, filiou-se ao Partido Social Cristão (PSC). Não voltou a se candidatar para cargos políticos, restringindo sua atuação à política de sua região. Em 2010, era secretária de Assistencia Social de São João de Meriti.
Em julho de 2013, o Ministério Público encaminhou denúncia à Justiça Federal, indiciando-a pelo envolvimento na “máfia das ambulâncias”, de sete anos antes.
Casou-se com Antonio de Carvalho, com quem teve três filhos.