CECHIN, José
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José Cechin nasceu em Caxias do Sul (RS) no ano de 1951, filho de João Cechin e de Amélia Bianchi Cechin.
Em 1974 formou-se em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Em 1978, foi nomeado técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Concluiu mestrado em economia pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Entre 1982 e 1986 fez doutorado em economia política na mesma Instituição, mas não entregou a tese de doutoramento, deixando de concluir o curso.
Em 1987 voltou a trabalhar no Ipea como coordenador de Minas e Energia e, em 1988, saiu do cargo para assumir a secretaria-adjunta de Planejamento Econômico da Presidência da República, no governo José Sarney (1985-1990). Permaneceu neste cargo até 1992, quando foi nomeado chefe-adjunto da assessoria econômica da Presidência da República durante a transição do governo Fernando Collor (1990-1992), para o governo de Itamar Franco (1992-1995).
Em 1992, José Cechin deixou a assessoria para assumir a secretaria adjunta do Tesouro Nacional, onde permaneceu até 1993. Neste cargo, foi responsável pela administração das dívidas públicas (externa e interna) e pelo orçamento de operações de crédito.
Entre 1993 e 1995 assumiu a secretaria-adjunta de Política Econômica do Ministério da Fazenda, quando participou da elaboração do Plano Real e acompanhou as contas do governo. Também participou de estudos preliminares sobre a privatização de empresas públicas.
Em agosto de 1995, assumiu a secretaria executiva da Previdência, já no Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2003). Neste cargo, foi responsável pela reforma da Previdência, que modificou o cálculo da aposentadoria dos trabalhadores pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Entre março e dezembro de 2002 foi ministro da Previdência, ainda durante a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, substituindo Roberto Brant na pasta. Na sua gestão conseguiu, através de uma medida provisória, extinguir a chamada “perda de qualidade do segurado”, onde o trabalhador perdia o direito à aposentadoria, caso deixasse de contribuir por um período pré-determinado.
Em 2006 Cechin foi nomeado superintendente executivo do Instituto de Saúde Suplementar (IESS). Em 2008 lançou o livro A história e os desafios da saúde suplementar: 10 anos de regulação, onde analisou os impactos da lei nº 9.656/98, que dispôs sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde.
Foi membro da Academia Nacional de Seguros e Previdência e fez parte do Conselho diretor do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial.