CARMO, Aurélio do

Aurélio Correia do Carmo nasceu em Belém no dia 31 de janeiro de 1922, filho de Aurélio Ximenes Costa do Carmo e Josefina Correa do Carmo.

Bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Universidade do Pará em dezembro de 1944. Paralelamente a seus estudos, trabalhou como escriturário no Tribunal de Justiça do Estado.

Após a queda do Estado Novo em outubro de 1945, filiou-se ao Partido Social Democrático (PSD) de seu estado. Entre 1945 e 1956 desempenhou as funções de promotor público da comarca de Castanhal (PA), depois da capital; assistente judiciário cível; chefe da assistência judiciária; secretário do Ministério Público; delegado de polícia de Belém e corregedor do Departamento de Segurança Pública.

No governo constitucional do ex-interventor Joaquim de Magalhães Barata, iniciado em 1956, foi chefe de polícia do Pará, tornando-se elemento de confiança do governador. Com a morte de Magalhães Barata em 1959, o vice-governador Luís Geolás de Moura Carvalho assumiu o governo e apoiou o lançamento de sua candidatura ao Executivo estadual no pleito de outubro de 1960.

Concorrendo com Aldebaro Klautau e Alexandre Zacarias de Assunção, foi eleito por maioria absoluta e tomou posse em 31 de janeiro de 1961. Destacando os problemas de fornecimento de energia elétrica e de abastecimento de água como os principais a serem resolvidos em sua administração, criou as Centrais Elétricas do Pará (Celpa) e o Banco do Estado do Pará.

Foi o primeiro governador a apoiar o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que derrubou o presidente João Goulart. Em junho do mesmo ano, porém, tendo sido chamado a depor perante uma comissão de investigação sumária, recusou-se a comparecer, alegando não ser réu de crime algum. No dia 9 desse mês, o presidente Humberto Castelo Branco, com base no Ato Institucional nº 1 (9/4/1964), cassou seu mandato e suspendeu seus direitos políticos por dez anos, aplicando a mesma pena ao vice-governador Newton Burlamaqui de Miranda, a Luís Geolás de Moura Carvalho, prefeito de Belém, e a seu vice-prefeito, Isaac Soares, além de seis outros membros do PSD e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), assim como do presidente da seção paraense do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT). Na mesma data foram cassados os mandatos de três parlamentares, sem a suspensão de seus direitos políticos. A consequência da onda de punições foi a ida do coronel Jarbas Passarinho para o governo do estado, eleito indiretamente pela Assembleia Legislativa.

Afastado da política, Aurélio do Carmo exerceu a advocacia, tendo sido nomeado desembargador do Tribunal de Justiça do Estado em janeiro de 1972. Ocupou este último cargo até atingir a aposentadoria compulsória em 25 de outubro de 1985. Depois de aposentado, continuou exercendo a advocacia em seu escritório particular.

Aurélio do Carmo foi ainda professor de direito penal na Faculdade de Direito do Estado do Pará; secretário de Estado de Interior e Justiça e procurador da Fazenda Nacional.

Casou-se com Maria de Lurdes Ciríaco do Carmo.