COELHO FILHO, Fernando

Fernando Bezerra de Souza Coelho Filho nasceu no Recife, PE, em 28 de fevereiro de 1984, filho de Fernando Bezerra de Souza Coelho e de Adriana de Souza Leão Coelho. Seu tio, Clementino Coelho, foi deputado federal por Pernambuco, assim como seu tio-avô Osvaldo Coelho, que se elegeu várias vezes deputado federal por Pernambuco. Outro tio-avô, Nilo de Souza Coelho (1920-1983), foi também deputado federal (de 1950 a 1966), governador de Pernambuco (1967-1971), senador (1979-83) e presidente do Senado (1983). Seu pai, Fernando Bezerra Coelho, seguiu a tradição familiar e foi deputado federal por Pernambuco de 1987 a 1992, prefeito de Petrolina (PE) de 1993 a 1997, foi nomeado secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado de Pernambuco em janeiro de 2007 e, em janeiro de 2011, assumiu o Ministério da Integração Nacional no início do governo de Dilma Roussef (2011- ).

Formou-se em administração de empresas pela Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), de São Paulo, em 2006. Em outubro de 2006 foi eleito deputado federal pela legenda do Partido Socialista Brasileiro (PSB) para a legislatura 2007-2011, integrando a coligação Frente Popular de Pernambuco, constituída pelo PSB, pelo Partido Progressista (PP), pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), pelo Partido Social Cristão (PSC) e pelo Partido Liberal (PL). Ao assumir, em fevereiro de 2007, como membro do PSB, passou a integrar na câmara a base parlamentar aliada ao governo de Luiz Ignácio Lula da Silva, reeleito presidente da República no ano anterior pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Assumiu, a partir de fevereiro de 2007, o cargo de membro titular da Comissão Permanente de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Em março de 2009, passou a integrar, como titular, a Comissão Especial da Crise Econômico-Financeira-Agricultura.

Reelegeu-se deputado federal em outubro de 2010, na legenda do PSB. Ao tomar posse, em janeiro de 2011, passou a integrar a bancada de apoio ao governo de Dilma Roussef, eleita presidente da República também em 2010, pela legenda do PT.

Em fevereiro de 2011, Fernando Coelho Filho assumiu a vice-liderança do Bloco formado pelo PSB, pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Em março seguinte, assumiu como membro titular da Comissão Permanente de Finanças e Tributação.

Em maio de 2011, votou com a maioria do PSB pela aprovação do texto do deputado Aldo Rebelo, que flexibilizava o Código Florestal Brasileiro de 1965. Muito criticado por ambientalistas e diversos setores da sociedade, o novo código previa a redução das áreas a serem preservadas nas margens de rios, entre outros pontos polêmicos. No final do ano, o texto foi modificado pelo Senado, que fez algumas alterações, sendo o novo texto remetido à apreciação dos deputados no primeiro semestre de 2012.

Em janeiro de 2012, reportagens na imprensa acusaram o gabinete do deputado Fernando Coelho Filho de empregar um lobista de empreiteiras, Aerolande Amós da Cruz, que teria obtido contratos com o Ministério da Integração Nacional, à frente do qual estava então o pai do deputado, Fernando Bezerra. Emendas apresentadas por Coelho Filho teriam assegurado, de acordo com as denúncias, R$1,8 milhões de reais em recursos da pasta do ministério para duas empreiteiras representadas por Cruz. O chefe de gabinete do deputado negou a acusação de empregar Cruz, e Coelho Filho negou que o lobista tivesse prestado serviços ao gabinete. O ministro Bezerra foi ainda acusado de favorecer seu estado natal na liberação de recursos para a prevenção de desastres naturais, em detrimento dos outros estados da federação, tendo refutado as denúncias, inclusive a de que teria beneficiado Coelho Filho através da liberação de emendas parlamentares pelo seu ministério.

Ainda em janeiro de 2012, Fernando Coelho Filho deixou de integrar a Comissão de Finanças e Tributação, mas voltou a integrar a comissão em março do mesmo ano, novamente como membro titular. Em março de 2012, integrou, também, como membro titular, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. No mesmo mês, deixou a vice-liderança do bloco que reunia PSB, PTB e PCdoB.

Em abril de 2012, votou pelo texto da reforma do Código Florestal modificado pelo Senado e contra as alterações propostas pelo deputado Paulo Piau, que na prática anulavam o texto apresentado pelo Senado. A maioria da Câmara votou pelo texto de Piau, contrariando o governo federal. Em outubro daquele mesmo ano, contudo, parte das medidas contidas na reforma foi vetada pela presidente Dilma.

Em 25 de junho de 2013, votou contra o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 37, que reduzia o poder de investigação do Ministério Público e que foi derrubado por ampla maioria parlamentar, no contexto de forte pressão popular ocasionado pela deflagração, em todo o país, de levantes populares, inicialmente contra a alta das tarifas dos transportes públicos, e depois pedindo reformas políticas mais profundas e atacando a corrupção.

Fernando Coelho Filho casou-se com Laura Kehrle em julho de 2011.