CORREIA, Luiz Felipe de Seixas
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Luiz Felipe de Seixas Correia nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 16 de julho de 1945, filho de Miguel João Luís de Seixas Correia e Maria Celina Leão Teixeira de Seixas Correia.
Em 1965, ingressou no curso preparatório à carreira diplomática do Instituto Rio Branco, formando-se terceiro-secretário em março de 1967. Por ter sido o primeiro colocado no final do curso recebeu os prêmios “Lafayette Carvalho Silva” e “Rio Branco”. Ainda em 1967, tornou-se assistente da Divisão da América Meridional e bacharelou-se em Direito pela Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. Em 1969, realizou o curso de aperfeiçoamento de diplomatas (CAD) do Instituto Rio Branco, sendo promovido a segundo-secretário em junho do mesmo ano e, ainda em 1969, nomeado assistente na Divisão da Amazônia.
Destacado para a embaixada brasileira na Alemanha Ocidental em 1970,no ano seguinte, serviu em missão junto à ONU. Em 1974, foi removido para a embaixada em Buenos Aires, sendo promovido a primeiro-secretário em 18 de maio de 1975. Nos anos subseqüentes, atuou como assistente na Divisão da América Setentrional (1976), assessor no Departamento de Organismos Internacionais (1977) e assessor no Departamento da Ásia, África e Oceania (1978).
Em março de 1979, foi promovido a conselheiro e enviado para a embaixada em Washington. Retornou ao Brasil em 1982, quando realizou o curso de altos estudos do Instituto Rio Branco e escreveu o trabalho Da confrontação a confrontação: as relações EUA-URSS: o Brasil e as superpotências. Em 1983, assumiu o posto de assessor do ministro-chefe do Gabinete Civil da Presidência da República, João Leitão de Abreu, sendo promovido a ministro de segunda classe em junho do mesmo ano.
Ministro-conselheiro da delegação brasileira junto à UNESCO, em 1985, em Paris, foi promovido a ministro de primeira classe em dezembro de 1987. Dois anos depois, publicou o artigo As relações internacionais do Brasil em direção ao ano 2000, em Temas de Política Externa Brasileira, FUNAG.
Embaixador do Brasil no México entre 1989 e 1992, neste último ano retornou ao país, para atuar como secretário-geral adjunto na Secretaria-Geral de Política Exterior e como secretário-geral na Secretaria-Geral de Relações Exteriores. Em 1993, assumiu o posto de embaixador em Madri, e tornou-se sócio titular do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Nos anos seguintes, publicou dois artigos: As Conferências de Cúpula Ibero-Americanas: um formato em busca de substância, em Temas de Política Externa Brasileira II, IPRI (1994) e A política externa de José Sarney, em Sessenta anos de política externa brasileira: 1930-1990 (1996).
Em 1997, tornou-se embaixador em Buenos Aires e, em 2002, foi removido para o posto de embaixador e representante permanente na delegação permanente do Brasil em Genebra. Em 2005, foi novamente transferido e passou a ocupar o cargo de embaixador em Berlim. Em 2007, publicou O Brasil nas Nações Unidas: 1946-2006.