DAGOBERTO

Dagoberto Nogueira Filho nasceu em São José do Rio Preto (SP) no dia 21 de julho de 1955, filho de Dagoberto Nogueira e de Roseli Bellagamba Nogueira.

Formou-se em direito em 1981 e, dois anos depois, em administração pela Universidade Riopretense (Unirp). Quando estudante, foi presidente do Grêmio Universitário da Unirp e diretor regional da União Nacional dos Estudantes. Depois de formado, mudou-se para o Mato Grosso do Sul, onde assumiu a função de coordenador técnico do Instituto de Desenvolvimento do Mato Grosso do Sul (Idesul). Exerceu também o cargo de secretário de Justiça, Trabalho e Ação Social deste estado durante o segundo governo de Marcelo Miranda (1987-1991).

Filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) em 1993.

Entre 1999 e 2002 exerceu o cargo de diretor do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN) do Mato Grosso do Sul.

Elegeu-se deputado estadual nas eleições de 2002, na legenda do PDT, com 22.017 votos. Convidado pelo então governador do estado, Zeca do PT, Dagoberto licenciou-se da Assembleia Legislativa, no primeiro ano da legislatura (2003), para ocupar a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública. Em 2003, pediu exoneração para concorrer ao cargo de prefeito de Campo Grande, nas eleições de 2004, obtendo 52.929 votos, sendo o terceiro candidato mais votado, depois do candidato eleito Nelson Trad, do partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e do segundo colocado Vander Loubet, do Partido dos Trabalhadores (PT). Reassumiu o cargo de deputado estadual e licenciou-se novamente, em novembro, para assumir a Secretaria Estadual de Produção e Turismo, ainda no segundo mandato de Zeca do PT (2003-2007).

Em 2007, elegeu-se deputado federal pelo Mato Grosso do Sul na legenda do PDT, com 97.803 votos. Como parte de suas atividades parlamentares, participou da comissão mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, e das comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Capadr) e da de Constituição, Justiça e Cidadania. Além disso, participou das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) do Sistema Carcerário e da Subnutrição de Crianças Indígenas.

Em setembro de 2008, foi citado em matéria do jornal A Folha de São Paulo como um dos deputados que emitiu passagens aéreas para familiares e amigos utilizando a cota mensal a que tinha direito como parlamentar, no que ficou conhecido como a “farra das passagens”. Nogueira afirmou não ter cometido nenhuma irregularidade porque não havia regulamento que proibisse a cessão de passagens. Com a polêmica gerada, a Câmara e o Senado baixaram normas para regulamentar o benefício, limitando o número de emissões e restringindo-as ao uso em serviço.

Fez parte também do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

Casou-se com Maria Verônica Nogueira, com quem teve uma filha.