CARNEIRO, Armando

Armando Rodrigues Carneiro nasceu em Boa Vista de Goiás, atual Tocantinópolis (GO), no dia 18 de agosto de 1931, filho de Pedro Carneiro de Morais e Silva e de Luísa Rodrigues Carneiro. Seu pai foi senador pelo Pará (1963, 1964, 1965, 1966 e 1968), deputado estadual (1951-1953), prefeito de Marabá (PA), 1953-1958, e deputado federal 1971-1972. Seu irmão, Oziel Carneiro, também foi senador pelo Pará, entre 1990 e 1992.

Fez os primeiros estudos em Belém, em São Luís e no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde concluiu o curso secundário. No início da década de 1950 retornou ao Pará e ingressou na Escola de Engenharia do Pará, tornando-se presidente da União Acadêmica Paraense no biênio 1951-1952 e participando, nessa condição, das atividades da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Entrou na vida pública a convite do ex-interventor e senador pelo Pará Joaquim de Magalhães Barata, elegendo-se deputado estadual em outubro de 1954 na legenda da Aliança Social Democrática, formada pelo Partido Social Democrático (PSD) e o Partido de Representação Popular (PRP). Diplomou-se em engenharia civil pela Escola de Engenharia do Pará em 1955. Ainda na Assembleia paraense propôs uma legislação de controle ao latifúndio improdutivo.

No pleito de outubro de 1958 elegeu-se deputado federal pelo Pará na legenda do PSD. Em sua atuação parlamentar mostrou-se favorável à industrialização da Amazônia, responsabilizando as atividades meramente extrativas pelo que considerava como atraso na região. Em 1960 tornou-se industrial ao iniciar a construção da fábrica de cimento de Capanema (PA). Em 1962 fundou o Jornal do Dia e, no pleito de outubro desse ano, reelegeu-se para a Câmara dos Deputados, dessa vez na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a consequente instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instalado no país em abril de 1964, em cuja legenda se reelegeu no pleito de outubro de 1966, concluindo o mandato em janeiro de 1971. Nessa legislatura integrou a Comissão de Valorização da Amazônia da Câmara dos Deputados.

Deixando a Câmara, trabalhou como empresário da iniciativa privada, tornando-se presidente do Conselho de Administração do Hotel Belém-Hilton, cargo que ocupou até seu falecimento.

Foi ainda presidente do Banco Comercial do Pará.

Faleceu em Belém no dia 9 de abril de 1992.

Era casado com Damares Fonseca Carneiro, com quem teve um filho.