ABI-RAMIA, Junot
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Junot Abi-Ramia Antônio nasceu na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 1º de setembro de 1932, filho de Abdo Elias Antônio e de Adélia Abi-Ramia Antônio.
Estudou engenharia civil na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo concluído o curso em 1957. Funcionário público, construiu sua carreira na Companhia de Águas, Esgoto e Saneamento (CAES), em Niterói (RJ), onde começou, em 1963, como chefe do escritório de obras, acumulando cargos até chegar a diretor-presidente, em 1966. Dois anos depois assumiu a diretoria técnica da companhia.
Trabalhou sempre na área de engenharia sanitária. Foi assessor-auxiliar da presidência da Saneamento do Rio de Janeiro (Sanerj), de 1972 a 1975, e na Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae) ocupou o cargo de encarregado-geral, de 1976 a 1983. Foi ainda diretor do Departamento de Águas da Superintendência Central de Engenharia Sanitária (Sucesa) em Niterói e, de 1983 a 1985, superintendente de Obras do Interior. Em 1985, voltou à Cedae como diretor do Interior.
Em novembro de 1990 foi eleito deputado federal na legenda do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Na Câmara dos Deputados, foi titular da Comissão de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior e suplente na Comissão de Agricultura e Política Rural.
Na sessão da Câmara de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com o esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal. Foi efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde a decisão da Câmara.
Ainda nesta legislatura, nas votações importantes no Congresso Nacional, manifestou-se a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) como fonte complementar de recursos para a saúde. Foi contrário ao fim do voto obrigatório e à criação do Fundo Social de Emergência (FSE), que dava ao governo mais liberdade na administração de verbas, possibilitando a transferência de recursos de áreas como saúde e educação para outras finalidades.
Candidatou-se à reeleição em outubro de 1994, mas não obteve os votos necessários. As suspeitas de fraude levaram o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado a anular as eleições e marcar novo pleito para novembro, mas Abi-Ramia decidiu abandonar a vida política no final do mandato, em janeiro de 1995.
Casou-se com Maria Amélia Bianchini Antônio, com quem teve quatro filhos.