DÓRIA, Sampaio
| Tipo | Biográfico |
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| Cargos |
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| Autor(es) | Fabiane Popinigis |
Carlos Eduardo Sampaio Dória nasceu em São Paulo no dia 30 de abril de 1945, filho de Omar Sampaio Dória e de Lúcia Goulart Sampaio Dória.
Formou-se em direito pela Universidade de São Paulo (USP) em 1968.
Foi filiado à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao governo militar, de 1968 a 1979, e ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB, de oposição ao regime militar, de 1981 a 1988. Na primeira metade da década de 1970 foi vereador em São Paulo, tendo presidido a Comissão de Constituição e Justiça e a Mesa da Câmara Municipal. De 1978 a 1979 foi secretário de Negócios Jurídicos, e de 1983 a 1985, secretário das Administrações Regionais da Prefeitura de São Paulo. Filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) a partir de 1988, foi chefe de gabinete da presidência do Tribunal de Contas do Município em 1991. Foi diretor econômico-financeiro e de relações com o mercado da Telesp de 1993 a 1995 e presidente da empresa de 1995 a 1998, tendo participado, portanto, do processo de privatização ocorrido em julho desse último ano.
Também em 1998 foi eleito deputado federal por São Paulo na legenda do PSDB com 68.558 votos. Assumiu o mandato em fevereiro de 1999, e em maio seguinte, quase um ano após a privatização da Telesp, foi convidado a prestar esclarecimentos sobre a prestação de serviço público de telefonia fixa no estado de São Paulo. A degradação dos serviços, a cargo da concessionária espanhola Telefonica, e o descumprimento de cláusulas contratuais estavam sendo então investigados por uma comissão de parlamentar inquérito (CPI). Dória defendeu a privatização como a melhor maneira de obter, pela concorrência, mais qualidade e melhor preço. Foi relator da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização para o ano de 2002, e em janeiro de 2003, ao final da legislatura, deixou a Câmara dos Deputados.
A partir de 2003 assumiu o cargo de diretor de controle econômico e financeiro da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp). Em fevereiro de 2004, arguido em reunião extraordinária da Comissão de Transportes e Comunicações da Assembleia Legislativa sobre os contratos de concessões de rodovias estaduais sob a supervisão da Artesp, voltou a defender a política de privatização e concessão.
Em 2006, a chamada CPI dos Correios voltou a questionar os fundos utilizados pela gestão tucana da Telesp. Entre 1997 e 1998, a Telesp teria depositado na conta da SMP&B, de Marcos Valério, cerca de 41 milhões de reais ou dez vezes mais do que o contrato de prestação de serviço firmado com essa empresa, de 4 milhões de reais, assinado pelo então presidente Sampaio Dória.
Em 2007 assumiu a diretoria geral da Artesp. Nessa condição, em setembro, foi multado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo por não cobrar o cumprimento de planos de investimento da Autovias e da Vianorte, duas concessionárias de rodovias estaduais.