CARNEIRO, Hugo Ribeiro
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Hugo Ribeiro Carneiro nasceu em Belém no dia 28 de julho de 1889, filho de Joaquim Soares Carneiro e de Hercília Ribeiro Carneiro.
Estudou no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, inicialmente no Ginásio Nacional (hoje Colégio Pedro II) e depois no Ginásio São Bento e no Colégio Bôscoli. Ingressou na Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro, pela qual se formaria bacharel em ciências jurídicas e sociais em janeiro de 1911. Ainda acadêmico foi funcionário da Fazenda Federal, função que desempenhou até 1910.
Já formado, transferiu-se para o Acre onde permaneceu até 1916, desempenhando os cargos de juiz municipal e juiz de direito da comarca de Tarauacá. Neste período também foi encarregado de concluir o inquérito para apontar os responsáveis pela morte do general Plácido de Castro, líder da revolução que proclamara a independência do Acre em julho de 1899.
Retornou ao Rio de Janeiro em 1916, onde abriu banca de advogado com Justiniano Serpa, então deputado federal pelo Pará (1915-1920), e ingressou no comércio de perfumes, fundando as Perfumarias Carneiro. Com a eleição de Serpa para a presidência do estado do Ceará, transformou-se em seu secretário particular, o que determinou seu ingresso na política. Assim, em 1921 foi eleito deputado federal pelo Partido Democrata do Ceará, tendo exercido a Secretaria da Câmara dos Deputados no ano seguinte. Em 1923, ao final de seu mandato, foi nomeado pelo governo do presidente Artur Bernardes (1922-1926) superintendente municipal de Manaus, durante a intervenção federal no estado do Amazonas. Quatro anos depois, em 1927, foi nomeado pelo presidente da República, Washington Luís (1926-1930), governador do então território do Acre. Com a Revolução de 1930, exonerou-se daquele posto, dedicando-se a partir daí à iniciativa privada.
Em maio de 1937 foi representante da Legião Autonomista Acreana na convenção de lançamento da candidatura situacionista de José Américo de Almeida à sucessão do presidente Getúlio Vargas nas eleições previstas para 1938, que foram suspensas com a implantação em novembro de 1937 do regime do Estado Novo (1937-1945).
Em 1945, foi eleito presidente do Sindicato dos Lojistas do Rio de Janeiro. Retornando à atividade política após a queda do Estado Novo (29/10/1945) elegeu-se em dezembro desse ano deputado à Assembleia Nacional Constituinte pelo território do Acre na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Assumindo a cadeira em fevereiro de 1946, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta (18/9/1946), passou a exercer mandato ordinário. Nesse período exerceu a liderança de sua bancada na Câmara, integrou a Comissão Especial de Valorização da Amazônia e foi vice-presidente da Comissão de Indústria e Comércio. Em outubro de 1950 concorreu à reeleição na mesma legenda, obtendo apenas uma suplência. Assumiu, entretanto, a cadeira em virtude de sentença do Supremo Tribunal Federal (STF), permanecendo na Câmara até o fim do mandato, em janeiro de 1955.
Foi diretor da Liga de Comércio do Rio de Janeiro e da Associação Comercial do Rio de Janeiro.
Escreveu trabalhos jurídicos esparsos, artigos sobre o território do Acre e sobre territórios federais.
Faleceu na cidade do Rio de Janeiro, no dia 9 de julho de 1979.
Era casado com Adélia de Freitas Carneiro, com quem teve cinco filhos.