GELLER, Neri

Neri Geller nasceu em Selbach (RS) no dia 7 de novembro de 1968, filho de Edvino Geller e de Teresinha Geller.

Agricultor e empresário rural radicado em Mato Grosso, em 1994 filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e em 1996 elegeu-se vereador em Lucas do Rio Verde, reelegendo-se em 2000. Coordenador do núcleo do Pró-soja de Lucas do Rio Verde, em 2006 liderou um movimento de protesto contra a política agrícola e econômica do governo Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), que bloqueou rodovias em vários estados brasileiros. Denominado Grito do Ipiranga, em referência a Ipiranga do Norte, onde o movimento começou, seu objetivo era chamar a atenção do governo e da sociedade para a crise de rentabilidade vivida pelos produtores de soja. As manifestações iniciadas em Mato Grosso e expandiram-se para Mato Grosso do Sul, Acre, Rondônia, Paraná, Goiás, Pará e Bahia.

Em outubro de 2006 candidatou-se a deputado federal por Mato Grosso na legenda do PSDB, obtendo a primeira suplência com uma votação expressiva na cidade de Nova Mutum, uma das maiores produtores de soja do país. Em abril de 2007 assumiu o mandato, após a licença de Telma de Oliveira, decorrente de uma estratégia defendida e implementada por Dante de Oliveira, ex-governador e marido de Telma, com a qual pretendia dar oportunidade a outros correligionários. Exerceu o mandato até agosto seguinte e participou da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, da Comissão de Educação e Cultura e da Comissão de Viação e Transportes. Em 2008 assumiu a presidência do diretório regional do PSDB no estado, e em julho de 2009 ingressou no Partido Progressista (PP).

Nas eleições de outubro de 2010, tentou retornar à Câmara, mas os 45.196 votos que recebeu foram insuficientes, rendendo uma suplência.

Em fevereiro de 2011, assumiu a cadeira de Eliene Lima, que licenciou-se para assumir uma secretaria no governo do Mato Grosso. Permaneceu no exercício do mandato de deputado até outubro, tendo ocupado neste período a titularidade na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia.

Em 2012, tentou retornar ao cargo por meio de uma ação no Supremo Tribunal Federal, (STF) na qual alegava que o primeiro suplente Roberto Dorner teria praticado infidelidade partidária. O STF, no entanto, julgou a ação improcedente.

No ano seguinte, foi empossado na Secretaria de Política Agrícola, órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. E, em março de 2014, quando uma reforma ministerial foi levada a cabo em função das eleições subsequentes, foi nomeado pela presidente Dilma Rousseff para suceder Antônio Andrade no comando da pasta.

Deixou o PP e migrou para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Foi ainda vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso.