GOELLNER, Gilberto

Gilberto Flávio Goellner nasceu no município de Não-Me-Toque (RS) no dia 19 de fevereiro de 1947, filho dos agricultores Werner Hugo Goellner e Sybilla Goellner.

Formou-se em engenharia agronômica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Durante a graduação participou do movimento estudantil, como vice-presidente e depois presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e secretário-geral da Central Acadêmica do curso de engenharia agronômica. Em 1970, com o curso concluído, retornou a Não-Me-Toque para iniciar a sua vida profissional, tendo sido contratado pela Cooperativa Tritícola e de Soja (Cotrijal) como empreendedor de serviços de crédito rural e de assistência técnica para pequenos agricultores a ela associados. Em 1977, mudou-se para Patrocínio (MG) e passou a cultivar soja, milho e café.

Em 1982 transferiu-se para Pedra Preta, ao sul do Mato Grosso, atraído pelas oportunidades oferecidas pelo governo desse estado para abrir suas fronteiras agrícolas, tornando-se arrendatário e agricultor na serra da Petrovina. Ampliou suas atividades para os municípios de Jaciara, Juscimeira, Santo Antônio do Leverger, Torixoréu e Primavera do Leste, onde cultivou soja em grão, semente de soja, algodão, milho, feijão, eucalipto para reflorestamento e pecuária de cria.

Com destacada atuação nas associações de classe mato-grossense, foi presidente da Associação de Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat) de 1985 a 1990, membro do conselho fiscal de 1992 a 1994 e de 1998 a 2000, e do conselho da regional sul de 1994 a 1996, vice-presidente de 2000 a 2002 e primeiro-secretário de 2004 a 2006. Foi também diretor e vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de 1986 a 1998 e novamente de 2001 a 2004. Presidiu por dois mandatos a Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (FMT), de 1998 a 2002. Foi vice-presidente do Sindicato Rural de Rondonópolis de 2001 a 2004, diretor de assuntos políticos da Associação dos Transportadores de Carga de Mato Grosso de 2004 a 2006, diretor da Tropical Melhoramentos Genéticos de 2003 a 2004, e fundador, com outros produtores, da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa).

Atuou ainda em entidades nacionais de defesa dos produtores de soja. Presidiu a Associação Brasileira de Produtores de Soja (Abrasoja) de 1990 a 1992, e foi diretor, primeiro-secretário e membro do conselho fiscal da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Em 2002 foi o primeiro suplente de Jonas Pinheiro, eleito para o Senado por Mato Grosso. Filiado ao Partido Popular Socialista (PPS), em 2004 presidiu o diretório da agremiação em Rondonópolis (MT). No ano seguinte, exerceu o mandato de senador por quatro meses em virtude da ausência do titular. Com o falecimento de Jonas Pinheiro, em fevereiro de 2008 foi efetivado senador por Mato Grosso na legenda do Democratas (DEM). No Senado, participou da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, da Comissão de Serviços de Infraestrutura e da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle. Foi ainda vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e quarto vice-líder do Bloco Parlamentar da Minoria. Entre Maio e Setembro de 2010, solicitou licença médica e esteve afastado do Senado, enquanto o suplente Jorge Yanai ocupou o cargo.

Não concorreu a cargos eletivos no pleito de Outubro de 2010, tendo apenas concluído a legislatura e deixado o Senado em Janeiro seguinte.

Casou-se com Dione Silva Queirós, com quem teve sete filhos.