GOETTEN, Nelson

Nelson Goetten de Lima nasceu em Mirim Doce (SC) no dia 16 de dezembro de 1955, filho de Eugenio Goetten de Lima e de Clarinda Goetten de Lima.

Agricultor, motorista e empresário industrial, iniciou sua carreira política em 1988 ao filiar-se ao Partido Democrático Social (PDS) e disputar a eleição para vereador de Taiói (SC). Eleito, no exercício do mandato presidiu a Câmara dos Vereadores de 1989 a 1990. No pleito municipal de outubro de 1992, foi eleito prefeito de Taióana legenda do PDS. Em seguida, filiou-se ao Partido Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC) em abril de 1993. Mudou novamente de agremiação em 1995 quando o PPR se fundiu com o Partido Progressista (PP) e o Partido Republicano Progressista (PRP), dando origem ao Partido Progressista Brasileiro (PPB).

Na eleição de outubro de 1998, elegeu-se deputado estadual em Santa Catarina na legenda do PPB. Empossado em seu novo mandato, ocupou a vice-liderança do partido na Assembleia Legislativa. Foi reeleito no pleito de outubro de 2002 e, nesse mesmo ano, desligou-se do PPB e filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL).

Nas eleições de outubro de 2006 foi eleito deputado federal por Santa Catarina na legenda pefelista. Ao assumir o mandato em fevereiro do ano seguinte, desligou-se do PFL ingressando no Partido Liberal (PL) e, posteriormente, filiou-se ao Partido da República (PR). Na Câmara, participou como titular das comissões permanentes da Defesa do Consumidor e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. Em setembro de 2007, votou a favor da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), mas a emenda constitucional não obteve o número mínimo de votos para ser aprovada. Em fevereiro de 2008, posicionou-se contra a ampliação da reserva indígena no município de Taió. Terminou seu mandato em janeiro de 2011, sem tentar a reeleição.

Em maio do mesmo ano, foi preso preventivamente por suspeita de estupro e favorecimento à prostituição de vulnerável. Em março de 2012, foi julgado e condenado a 35 anos de prisão.