GOUVEIA, Paulo
| Tipo | Biográfico |
|---|---|
| Cargos |
|
Paulo José Gouvêa nasceu em Tenente Portela (RS) no dia 19 de abril de 1964, filho de Adão Alexandre de Gouvêa e Eva Cezar de Gouvêa.
Encerrou os seus estudos em 1986, sem ter concluído o Ensino Médio. No ano seguinte tornou-se microempresário do ramo de materiais de construção, permanecendo nessa atividade até 1990. A partir de 1993 passou a exercer a profissão de Agente Social em vários municípios gaúchos até 1998.
Em 1997 a 1998, apresentou também o programa A voz da comunidade na televisão Pampa, em Porto Alegre. Nesse mesmo período, foi comentarista da rádio FM 100.5 e radialista na Rádio Capital, ambas de Porto Alegre.
Ainda no ano de 1997 filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). No ano seguinte, participou do I curso de formação política do movimento da Juventude Trabalhista do Rio Grande do Sul e de seminário sobre radiodifusão nas eleições.
Nas eleições de outubro de 1998, candidatou-se e foi eleito deputado federal. Assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte. Ainda em 1999, desfiliou-se do PTB e ingressou no Partido Social Trabalhista (PST), mas logo depois saiu do PST e filiou-se ao Partido Liberal (PL). Exerceu nos anos de 1999 e 2000 a vice-liderança do bloco que reuniu o PL, o PST, e o Partido Social Liberal (PSL).
Em outubro de 2002, candidatou-se novamente a deputado federal e obteve a reeleição, tendo iniciado novo mandato em fevereiro de 2003. Nessa legislatura integrou, entre 2005 e 2006, como titular e suplente a Comissão de Agricultura e Política Rural. Nesse período, foi também titular e suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; titular e terceiro vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior.
No ano de 2006 teve o seu nome envolvido no escândalo relacionado à chamada “máfia dos sanguessugas”. Nesse esquema seriam usadas empresas de fachada para fraudar licitações em prefeituras de vários estados, contando com a participação de representantes de municípios, onde seriam adquiridas ambulâncias ou equipamentos hospitalares superfaturados. Para conseguir recursos haveria a conivência de assessores de deputados federais. Seriam apresentadas emendas ao Orçamento da União direcionadas aos municípios visados no esquema, e com a ajuda de servidores do Ministério da Saúde, seriam assinados convênios da Pasta com as prefeituras. Os servidores envolvidos no esquema garantiriam a liberação do dinheiro e com ele as propinas seriam pagas a servidores públicos federais e municipais e a assessores de deputados. Embora Paulo Gouveia tivesse o seu nome indiciado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou o caso, ele, no entanto, não foi cassado.
Tentou a reeleição, nas eleições de outubro do mesmo ano, porém não conseguiu um novo mandato. Encerrou a sua legislatura em janeiro de 2007.