GREGOLIN, Altemir
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Altemir Gregolin nasceu em Coronel Freitas (SC) em 20 de abril de 1964. Veterinário com especialização em administração rural, fez mestrado em desenvolvimento, agricultura e sociedade na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Lecionou na Universidade Comunitária Regional de Chapecó (Uno Chapecó), em Santa Catarina.
Em 1985 filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), e em 1997 foi convidado por José Fritsch, então prefeito de Chapecó, para coordenar a implantação do orçamento participativo na cidade. Continuou na administração como secretário municipal de Fritsch em seus dois mandatos, à frente das pastas da Administração e Fazenda, e Planejamento e Urbanismo. Foi também secretário de governo e chefe de gabinete de Fritsch. Em outubro de 2002 disputou uma vaga na Assembleia Legislativa catarinense na legenda petista, obtendo uma suplência. Em 2004, foi nomeado subsecretário de Desenvolvimento de Agricultura e Pesca, da Secretaria Especial da Agricultura e Pesca (Seap) e, no ano seguinte, tornou-se secretário adjunto dessa secretaria. Nessa função, coordenou a II Conferência Nacional de Agricultura e Pesca, em Luziânia (GO).
Em 3 de abril de 2006 assumiu a Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca.
Em 2007, seu nome esteve entre os citados no escândalo dos cartões corporativos, quando investigação do Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF) apurou gastos indevidos realizados com cartões do governo federal. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito foi instaurada em fevereiro de 2008 para tratar do assunto, mas seu relatório final, aprovado em junho, não continha indiciamentos.
No ano seguinte, em junho, a Secretaria foi transformada em Ministério da Pesca e manteve-se como responsável pela pasta até dezembro de 2010, com o fim do governo Lula.
Como ex-ministro, alterou seu domicílio eleitoral para Balneário Camboriú, em 2011, para candidatar-se à prefeitura da cidade nas eleições municipais de 2012. Porém, desistiu da candidatura poucos meses antes do pleito.
Em março de 2012, uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou irregularidades na compra de 28 lanchas-patrulha na gestão de Gregolin. No acórdão da auditoria, além das irregularidades da compra, constava ainda a inoperância das lanchas, considerando que a atividade de fiscalização da pesca ilegal não seria de competência do Ministério. De acordo com a Revista Isto É, a empresa fabricante das lanchas teria sido uma das financiadoras da campanha do PT em 2010.
Em 2011, tornou-se conselheiro no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Casou-se com Jane Matos.