CARNEIRO, Oscar

Oscar Napoleão Carneiro da Silva nasceu em Pau d’Alho (PE) no dia 25 de abril de 1900, filho de Joaquim Cândido Carneiro e de Maria do Carmo Carneiro da Silva.

Proveniente de uma família de proprietários rurais, diplomou-se pela Faculdade de Direito do Recife, em 1922. Cursou até o segundo ano a Faculdade de Medicina da Bahia. Além de exercer o jornalismo, foi advogado da Caixa Econômica Federal de Pernambuco, vereador à Câmara Municipal de Pau d’Alho, prefeito de Olinda (PE), presidente do Instituto do Café de Pernambuco e membro do conselho consultivo do Departamento Nacional do Café (DNC). Presidiu também o Banco Agrícola e Comercial de Pernambuco.

Em dezembro de 1945, elegeu-se deputado por Pernambuco à Assembleia Nacional Constituinte, na legenda do Partido Social Democrático (PSD), participando dos trabalhos que resultaram na Constituição de 1946. Durante os debates constituintes destacou-se como um dos maiores defensores da manutenção das autarquias criadas pelo Estado Novo, como o Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) e o DNC.

Com a promulgação da nova Carta Constitucional em 18 de setembro de 1946, Oscar Carneiro voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários no Congresso Nacional, até o término de seu mandato em 1951. Nesse período, integrou as comissões de Diplomacia, da Bacia do São Francisco e de Finanças da Câmara.

Reelegeu-se deputado federal nas eleições de outubro de 1950. Nesta nova legislatura, iniciada em 1951, exerceu a vice-liderança da bancada do PSD na Câmara. Foi novamente eleito em outubro de 1954, dessa vez na legenda da Frente Democrática Pernambucana, composta pelo PSD, o Partido Democrata Cristão (PDC), o Partido Social Progressista (PSP), o Partido Libertador (PL) e o Partido de Representação Popular (PRP). Deixou a Câmara em janeiro de 1959, ao final da legislatura, não tendo se candidatado à reeleição no pleito de outubro do ano anterior.

Retomou a atividade político-partidária no pleito de outubro de 1962, quando tentou eleger-se novamente deputado federal, desta vez na legenda da Frente Democrática Brasileira, composta pelo PSD, o PDC, o PL, o Partido Social Trabalhista (PST) e o Partido Rural Trabalhista (PRT). Não obteve sucesso, tendo alcançado apenas a suplência, não chegando a assumir o mandato.