LEAL, Renildo.
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Renildo Leal Santos nasceu em Prado (BA) no dia 13 de agosto de 1965. Graduou-se em Teologia no Seminário Teológico da Assembleia de Deus em Belém (PA) (1983-1986) e em Medicina na Universidade Federal do Pará em 1992.
Em 1995, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Foi Secretário Municipal de Saúde em Rondon do Pará em 1995 e 1996.
Elegeu-se deputado federal em 1998. No ano seguinte, após assumir sua cadeira na Câmara, deixou o PMDB para ingressar no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).
Durante todo o mandato integrou, como titular, as Comissões de Seguridade Social e Família e da Prorrogação da CPMF, tendo participado também da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Atuação da Fundação Nacional do Índio (FUNAI). Membro da Igreja Assembleia de Deus, compunha a bancada dos evangélicos na Câmara. Em 2002, candidatou-se a uma vaga na Assembleía Legislativa do Pará, mas não foi eleito.
Em junho de 2006, foi acusado de, durante seu mandato na Câmara Federal, ter-se envolvido no episódio que ficou conhecido como “Escândalo dos Sanguessugas”, um esquema de desvio de dinheiro público destinado à compra de ambulâncias posto em prática em 2001. Em 2004, após as primeiras denúncias, a Polícia Federal iniciou as investigações. De acordo com matéria publicada na Folha de S. Paulo em 11 de junho de 2006¸ o procurador da República em Cuiabá (MT) Mário Lúcio Avelar, encaminhou a Justiça Federal uma denúncia apontando Renildo Leal como um dos parlamentares que exercia o comando político da operação em troca de propina: três pagamentos de R$10 mil a R$13 mil entre abril e junho de 2004, no seu caso. Ainda segundo dados coletados durante as investigações, o ex-deputado foi o autor do maior número de emendas (25) feitas para viabilizar a compra de ambulâncias, sendo acusado de fraudar licitações, direcionar a escolha das empresas fornecedoras e superfaturar preços.