LESSA, Maurício

Maurício Quintela Malta Lessa nasceu em Maceió no dia 28 de março de 1971, filho de José Márcio Malta Lessa e de Laura Quintela Malta Lessa. Seu pai foi superintendente de energia e iluminação pública de Maceió na gestão de Cícero Almeida, iniciada em 2005, e seu tio, Ronaldo Lessa, foi governador de Alagoas de 1999 a 2006.

Em 1989 ingressou no curso de engenharia civil na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), mas abandonou-o no ano seguinte. Em 1992 começou a trabalhar como técnico judiciário do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Maceió e retomou os estudos superiores, graduando-se em direito pelo Centro de Ensino Superior de Maceió em 1995.

Ainda em 1995 filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), e nas eleições de outubro de 1996 elegeu-se vereador em Maceió nessa legenda. Assumiu o mandato no ano seguinte, mas logo licenciou-se, por ter sido nomeado secretário de Educação pela prefeita de Maceió Kátia Born. Exerceu o cargo até 1999, quando retomou o mandato de vereador. No pleito de outubro de 2000, reelegeu-se na mesma legenda e ocupou a presidência da mesa da Câmara dos Vereadores por dois anos.

Nas eleições de outubro de 2002, concorreu a uma vaga de deputado federal por Alagoas ainda na legenda do PSB. Eleito, renunciou ao mandato de vereador e assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2003. Em dezembro seguinte licenciou-se e foi nomeado pelo então governador Ronaldo Lessa secretário extraordinário Regional Metropolitano de Alagoas. Em 2004 passou a secretário de Educação, pasta que manteve até outubro de 2005. De volta à Câmara dos Deputados, integrou como membro titular a Comissão Permanente de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e a Comissão de Educação e Cultura. Ainda em 2005, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Nas eleições de outubro de 2006 foi reeleito deputado federal por Alagoas na legenda pedetista. Empossado em fevereiro de 2007, no mês seguinte votou a favor do recurso do Partido dos Trabalhadores (PT) que suspendeu a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo. Nesse mesmo ano trocou duas vezes de partido, filiando-se ao Partido Liberal (PL) e depois ao Partido da República (PR), do qual foi vice-líder na Câmara. Como parte de suas atividades parlamentares, integrou a Comissão Permanente de Constituição e Justiça e de Redação e a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Membro da base aliada ao governo Lula, votou favoravelmente às medidas por ele defendidas, como a prorrogação até 2011 da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), criada em 1996 como fonte suplementar de recursos para a área da saúde. Concorreu à reeleição em outubro de 2010, quando recebeu quase 55 mil votos, tendo obtido êxito e iniciado seu terceiro mandato como deputado federal em Fevereiro de 2011. No ano seguinte, além da atuação na CCJ, integrou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que ficou conhecida como ‘CPI do Cachoeira’, por investigar supostas relações escusas de políticos com um contraventor conhecido por esta alcunha. Teve atuação questionada na CPI, em função de ter se encontrado com um dos investigados, cuja convocação para depor na Comissão foi rejeitada, tal qual o relatório final, votado em Dezembro.

Casou-se com Fernanda de Sousa Soares Lessa, com quem teve dois filhos.