LIMA, Almeida

José Almeida Lima nasceu em Santa Rosa de Lima (SE) no dia 28 de setembro de 1953, filho de José Américo de Almeida e de Berila Alves de Almeida.

Em 1975, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Sergipe, onde fez parte do grupo que reabriu o Diretório Central de Estudantes (DCE) e participou do Projeto Rondon. Além disso, tornou-se membro da “ala jovem” do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar, na qual ocupou o cargo de secretário-geral. Nesse período, estagiou na Assessoria Jurídica do Banco do Nordeste do Brasil, trabalhou no Jornal da Cidade, foi revisor do Jornal de Sergipe e professor nos colégios em que cursou o ginasial. Em 1978, concluiu o curso de direito.

No pleito de novembro de 1986, disputou sua primeira eleição para deputado estadual na legenda do Partido Socialista Brasileiro (PSB), obtendo uma suplência. Com o afastamento do titular, assumiu o mandato. Em 1989 foi presidente da Empresa Municipal de Urbanismo (Emurb) e, no ano seguinte, elegeu-se deputado estadual na legenda do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Nas eleições de outubro de 1992 disputou o cargo de vice-prefeito de Aracaju na chapa encabeçada por seu primo Jackson Barreto. Com a vitória de Jackson, renunciou ao mandato de deputado estadual e tomou posse em janeiro de 1993. Com a renúncia de Jackson em 1994, assumiu a prefeitura de Aracaju até o final do mandato, em 31 de dezembro de 1996.

Em 1998, concorreu ao Senado na legenda do PDT, mas não foi eleito. Em 2000, candidatou-se a prefeito de Aracaju na mesma legenda, porém foi derrotado pela chapa encabeçada por Marcelo Déda, do Partido dos Trabalhadores (PT). Nas eleições de outubro de 2002, voltou a disputar uma vaga de senador por Sergipe na legenda do PDT e foi eleito. Empossado em fevereiro de 2003, presidiu a Comissão Mista do Orçamento e foi titular da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo e do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Também participou da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Cartões Corporativos e da CPMI da compra de votos, também conhecida como CPI do “Mensalão”.

Em agosto de 2005, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), tornando-se um dos vice-líderes da agremiação no Senado. Em 2007, foi escolhido relator dos processos abertos por quebra de decoro parlamentar contra o então presidente do Senado Renan Calheiros, acusado de receber ajuda financeira de um assessor de empreiteira. Em agosto, quando a cassação de Renan foi aprovada no Conselho de Ética do Senado,, apresentou um relatório em defesa do acusado, pedindo o arquivamento do caso. Em outubro, licenciou-se do mandato, alegando que precisava tratar de interesses particulares em Sergipe. No pleito de outubro de 2008, disputou sem sucesso a prefeitura de Aracaju. De volta ao Senado, em 2009 foi reeleito presidente da Comissão Mista do Orçamento.

Ao longo de sua trajetória foi também advogado do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Nossa Senhora das Dores e da Federação dos Trabalhadores Rurais de Sergipe (Fetase), e professor de direito civil e de direito processual civil da Universidade Tiradentes. Integrou o Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Sergipana de Futebol e o Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil, seção de Sergipe.

Casou-se com Maria Helena Tavares de Lima, com quem teve três filhos.