MAGALHÃES JÚNIOR, Antônio Carlos
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Antonio Carlos Peixoto de Magalhães Júnior, também conhecido como ACM Júnior, nasceu em Salvador, no dia 24 de setembro de 1952, filho de Antonio Carlos Magalhães, e de Arlete Maron de Magalhães. Seu pai foi uma das maiores lideranças políticas do país, tendo ocupado os cargos de governador, senador e deputado federal pela Bahia, além de ter sido ministro das Comunicações no Governo de José Sarney (1985-1990). Seu irmão, Luis Eduardo Magalhães, foi constituinte e deputado federal, também pela Bahia, nas décadas de 1980 e 1990.
Formou-se em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e tornou-se professor da Escola de Administração desta mesma universidade, em 1979.
Entre os anos de 1975 e 1988 trabalhou nos departamentos de comércio exterior e mercado de capitais do extinto Banco Econômico. Em seguida, passou a trabalhar nas empresas de sua família, até que, em 1994, assumiu a presidência do conglomerado de 14 empresas, que, em 1998, deu origem à Rede Bahia de Comunicações, retransmissora da Rede Globo no Estado.
Já filiado ao Partido da Frente Liberal (PFL), assumiu como suplente no senado federal, em 31 de maio de 2001, a cadeira de seu pai, Antonio Carlos Magalhães (ACM), que, no dia anterior, havia renunciado ao mandato, como decorrência do caso da violação do painel do Senado. ACM fora acusado, junto ao senador José Roberto Arruda (PSDB-DF), de ter tido acesso a uma lista de votação onde constava o voto de cada um dos senadores que participaram da sessão de 20 de junho de 2000, que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF), acusado de envolvimento na obra superfaturada da sede do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. Ambos negaram envolvimento, mas desmentidos pela funcionária Regina Borges, então diretora da Empresa de Processamento de Dados do Senado, ACM e Arruda renunciaram a seus mandatos, Arruda no dia 24 de maio de 2001, ACM no dia 30, para não perderem seus direitos políticos. A estratégia daria certo para ambos, e ACM seria reeleito para o Senado nas eleições de 2002.
Em 2007, com a morte de seu pai, ACM Júnior voltou ao Senado para cumprir o seu mandato. Entre julho de 2008 e fevereiro de 2009, foi o 3o Vice-Líder no Senado do Democratas (DEM), legenda que substituíra o PFL, em 2007, e, a partir de fevereiro de 2009 passou a 2º Vice-Líder. Foi titular das comissões de Assuntos Econômicos; de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática; de Constituição, Justiça e Cidadania; da CPMI dos Cartões Corporativos; da CPI do Apagão Aéreo; e da CPI da Petrobras.
Em 2010, optou por não concorrer à reeleição ao Senado, mas acabou persuadido pelos correligionários e integrou, novamente na condição de suplente, a chapa encabeçada pelo então deputado José Carlos Aleluia. Na ocasião do pleito, porém, não obtiveram êxito, tendo sido apenas a quinta chapa mais votada, com cerca de 950 mil votos, quando ambos os eleitos, Walter Pinheiro e Lídice da Mata, respectivamente, do PT e do PSB, receberam mais de três milhões de votos.
Com o fim do mandato no Senado Federal, em Janeiro de 2011, voltou a dedicar-se às atividades empresariais e familiares na Bahia.
Casou-se com Maria do Rosário com quem teve dois filhos, Renata e Antonio Carlos Magalhães Neto, deputado federal, pela Bahia nas legendas do PFL e do DEM e prefeito de Salvador.