MAGALHÃES NETO, Antônio Carlos
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Antonio Carlos Peixoto de Magalhães Neto, conhecido também como ACM Neto, nasceu em 26 de janeiro de 1979, na cidade de Salvador (BA), filho de Antonio Carlos Peixoto de Magalhães Júnior e Maria do Rosário Vianna de Magalhães. Seu avô, Antônio Carlos Magalhães, foi uma das maiores lideranças políticas do país no quarto final do Século XX e primeira década do seguinte, tendo ocupado os cargos de governador, senador e deputado federal pela Bahia, além de ter sido ministro das Comunicações no Governo de José Sarney (1985-1990). Seu pai foi também senador pela Bahia, e seu tio, Luis Eduardo Magalhães, foi constituinte e deputado federal, também pela Bahia, nas décadas de 1980 e 1990.
Filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL) em 1999, ainda antes de se formar em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 2001.
No período de 1999 a 2002, foi assessor na Secretaria de Educação do Estado da Bahia, em Salvador, na gestão do governador César Borges (1998-2002), e foi presidente da Diretoria Estadual do PFL Jovem (BA). Ainda no ano de 1999, foi presidente e vice-presidente da Diretoria Nacional do PFL Jovem.
Em 2002, concorreu e foi eleito deputado federal na legenda do PFL.
Na Câmara, foi vice-líder do PFL, em 2003, e destacou-se como membro da oposição, um dos mais ativos e agressivos investigadores, além de atuar como sub-relator de Fundos de Pensão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, umas das três que foram instaladas, em 2005, para investigar o envolvimento de parlamentares da base aliada do governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-2007) num esquema de compra de votos, conhecido como escândalo do mensalão. Neste esquema, os parlamentares receberiam propinas em troca de votos favoráveis a projetos de interesse do governo. A CPMI dos Correios teve como ponto de partida a denúncia de um esquema de corrupção naquele órgão público, comandado por pessoas nomeadas pelo então presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Roberto Jefferson (RJ). Em reação a tais acusações, Jefferson denunciou a existência do “mensalão” em entrevista, o que deu ensejo ao escândalo e às investigações conseqüentes. No relatório final da sub-relatoria de Fundos de Pensão da CPMI dos Correios, ACM Neto pediu o indiciamento de 49 pessoas que estariam envolvidas com fundos de pensão ou com entidades financeiras responsáveis pelo desvio de mais de R$700 milhões dos fundos de pensão de empresas estatais, no período de 2000 a 2005. Neste relatório, ACM Neto pediu ainda ao Ministério Público Federal que fossem investigados contratos de patrocínio celebrados entre a Telemar e a empresa Gamecorp, da qual o filho do presidente Lula, Fábio Luis Lula da Silva (o Lulinha), era um dos sócios.
Na legislatura 2003-2007, ACM Neto foi ainda titular da comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Obteve novo mandato de deputado federal nas eleições de 2006. Entre 2007 e 2008 foi o primeiro-vice-líder do Democratas (DEM), legenda que substituiu então o PFL, e, entre fevereiro de 2007 e fevereiro de 2008 foi líder do novo partido. Foi também segundo vice-presidente e corregedor da Mesa Diretora da Casa, e titular das comissões permanentes de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, de Constituição e Justiça e de Cidadania; de Constituição e Justiça e de Redação e, de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.
Nas eleições de 2008, ACM Neto concorreu, na legenda do DEM, à prefeitura de Salvador, não chegando a disputar o segundo turno do pleito. O vencedor foi o então prefeito João Henrique, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), reeleito com o apoio do DEM no segundo turno das eleições.
ACM Neto casou-se com a médica Lídia Salles de Magalhães, com quem teve uma filha.