CARNEIRO, Sérgio
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Antônio Sérgio Barradas Carneiro nasceu em Feira de Santana (BA) no dia 14 de outubro de 1960, filho de João Durval Carneiro e de Ieda Barradas Carneiro. Seu pai foi deputado federal pela Bahia entre 1975 e 1979 e governador do estado entre 1983 e 1987.
Ingressou em 1979 na Escola de Administração de Empresas da Bahia, em Salvador. Em 1980 participou do Seminário de Economia Política Internacional, Agrária e do Trabalho, nessa cidade, e no ano seguinte fez o curso de administração rural na Universidade de Lavras (MG). Ainda em 1981, tornou-se professor do Colégio Sofia Costa Pinto, em Salvador, atividade que exerceria durante três anos. Em 1983, ano em que se formou, e que seu pai tornou-se governador do estado, assumiu, com apenas 23 anos, a presidência da Companhia de Desenvolvimento Urbano e Municipal em Salvador, cargo que exerceria até 1986. Foi chefe da Casa Civil do governo da Bahia entre 1986 e 1987 e professor de faculdades em Salvador de 1987 a 1988.
Em outubro de 1990 foi eleito deputado estadual na legenda do Partido Democrático Trabalhista (PDT), e tomou posse em fevereiro do a seguinte. Depois de uma rápida passagem pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), ao qual se filiou em 1992, retornou ao PDT. Na Assembleia Legislativa da Bahia, foi vice-líder e líder do PSDB, presidente da Comissão de Consolidação das Leis Estaduais e da Comissão de Meio Ambiente, vice-presidente da Comissão de Combate à Fome, além de ter participado da Comissão de Agricultura. Em 1994, assumiu a liderança do PDT na Assembleia.
Eleito deputado federal nas eleições realizadas em outubro desse último ano, teve como base eleitoral o município de Feira de Santana. Empossado em fevereiro de 1995, tornou-se membro da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias. Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso naquele ano, votou com a oposição, manifestando-se contra a abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, a revisão do conceito de empresa nacional e a quebra do monopólio estatal nas telecomunicações, na exploração do petróleo e na distribuição de gás canalizado pelos governos estaduais. Também foi contra a prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), substituto do antigo Fundo Social de Emergência (FSE), criado na legislatura anterior com o objetivo de financiar o plano de estabilização econômica (Plano Real).
Em fevereiro de 1996, teve seu nome envolvido no escândalo da “pasta cor-de-rosa” do Banco Econômico. Encontrada por funcionários do Banco Central quando da intervenção federal naquela instituição financeira, a pasta continha uma relação de candidatos às eleições de 1990 que teriam recebido contribuições financeiras do Econômico.
Na votação ocorrida em julho seguinte, foi contrário à aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) - o antigo Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) -, com a qual o ministro da Saúde, Adib Jatene, pretendia aumentar os recursos destinados ao setor. Em fevereiro de 1997, manifestou-se contra a emenda que instituiu a possibilidade de reeleição para prefeitos, governadores de estado e presidente da República. Em novembro seguinte, foi também contra o destaque ao projeto de reforma administrativa do governo federal que aprovou o fim da estabilidade no serviço público em caso de mau desempenho do servidor ou toda vez que os gastos com pessoal fossem superiores a 60% da arrecadação do estado. Em junho de 1998, sempre de acordo com as orientações da oposição, pronunciou-se contra o destaque da reforma da previdência do governo federal, que propunha a adoção de idade mínima como critério para a concessão de aposentadorias na iniciativa privada.
Em outubro do mesmo ano, candidatou-se mais uma vez a deputado federal na legenda do PDT baiano e obteve uma suplência. Deixou a Câmara ao final da legislatura, em janeiro de 1999. Transferindo-se posteriormente para o Partido dos Trabalhadores (PT), nas eleições de 2000 para vereador em Salvador obteve uma suplência. O mesmo ocorreu nas eleições de 2002 para a Câmara dos Deputados. Em 2003, assumiu como suplente o mandato de vereador em Salvador. Em 2004 reelegeu-se vereador, novamente na legenda do PT. Eleito deputado federal em outubro de 2006, renunciaria ao mandato na Câmara Municipal para assumir o novo mandato na Câmara dos Deputados, em fevereiro de 2007. Nessa legislatura, foi membro titular da Comissão de Consolidação da Legislação Brasileira, e passou também a integrar a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Quando a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) foi recriada com o nome Contribuição Social para a Saúde (CSS), votou com a maioria dos deputados, que aprovou a proposta em primeiro turno, por 259 votos a favor e 159 contra.
No ano de 2008, candidatou-se a prefeito de Feira de Santana, mas perdeu para Tarcísio Pimenta, candidato do Democratas (DEM). Na Câmara, passou a integrar a Comissão Permanente de Turismo e Desporto em outubro de 2008.
Casou-se com Solange Araújo Sepúlveda e Barradas Carneiro, com quem teve três filhas.