MEDEIROS, César
| Tipo | Biográfico |
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| Cargos |
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| Autor(es) | Manoel Dourado Bastos |
José César de Medeiros nasceu no dia 13 de fevereiro de 1970 em Ressaquinha (MG), filho de Paulino Geraldo de Medeiros e de Dalva Rodrigues de Medeiros. Em 1971, sua família mudou-se para Barbacena (MG).
Começou a trabalhar em 1988, como laboratorista na Fiação e Tecelagem São José, em Barbacena. Ao concluir o ensino médio, em 1990, engajou-se no projeto das Escolas Famílias Agrícolas (EFAs), com atividades e estágios nos estados da Bahia e do Espírito Santo. Em 1991 concluiu o curso de formação de monitores para EFAs, no Movimento Educacional e Promocional do Espírito Santo (MEPES). Também nesse ano começou sua atividade na Fundação Marianense de Educação, em Mariana (MG), e trabalhou como professor. Em 1992, iniciou atividades de monitoria da EFA em Piranga (MG), município que faz divisa com Mariana, auxiliando na organização das comunidades rurais e orientando a primeira turma de jovens ali formada.
Em 1994, mudou-se para Viçosa (MG), começou a cursar pedagogia na Universidade Federal de Viçosa (UFV) e auxiliou na implantação do projeto de uma EFA no município. Na UFV, foi membro do Diretório Central dos Estudantes (DCE), por meio do qual coordenou o IV Simpósio de Iniciação Científica da instituição. Ao concluir a graduação, em 1998, ganhou uma bolsa de aperfeiçoamento junto ao Departamento de Economia da universidade. A partir daí, passou a trabalhar com um grupo de pesquisa e extensão da instituição que tratava da questão das comunidades atingidas por barragens. Com essa experiência, ingressou em 1999 no Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural da UFV. Nesse mesmo ano, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Suas atividades políticas ganharam força com a nomeação para a Secretaria de Educação de Acaiaca (MG), pequeno município próximo a Mariana. Em 2002, defendeu a dissertação de mestrado intitulada Juventude e modernidade em Casa Nova: reflexões a propósito de um projeto de barragem em Minas Gerais. Nesse mesmo ano, foi eleito deputado federal por Minas Gerais na legenda do PT, com 29.459 votos. Assumiu o mandato em fevereiro de 2003 e apresentou o Projeto de Lei 1.254/03, que propunha a exigência de auditoria e levantamento dos passivos ambientais em empresas que pudessem causar danos à natureza. Foi ainda membro titular e segundo vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, até março de 2005.
Em 2006 tentou a reeleição, mas não foi eleito. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 2007, ao final da legislatura e ainda nesse ano assumiu a direção do Departamento de Gestão Integrada da Política (DGIP) da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan), no Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Em 2009 foi nomeado chefe de gabinete da Sesan.
Nas eleições de 2010, candidatou-se a uma vaga de deputado estadual pelo PT de Minas Gerais, porém, não foi eleito. Em Abril do ano seguinte, retornou ao Distrito Federal, onde assumiu o cargo de assessor da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).