MOURA, Almir
| Tipo | Biográfico |
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| Cargos |
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| Autor(es) | Fabrício Augusto Souza Gomes |
Almir Oliveira Moura nasceu no Rio de Janeiro no dia 22 de maio de 1959, filho de Jacir Moura e de Margarida Cardoso de Oliveira. Em 2000 iniciou o curso de filosofia na Faculdade de Filosofia da Companhia de Jesus, em Belo Horizonte, que não concluiu.
Em 2001 filiou-se ao Partido Liberal (PL), e em outubro de 2002 foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro nessa legenda. Assumiu o mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2003 e participou das comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, de Fiscalização Financeira e Controle, e de Viação e Transportes. Foi vice-líder do PL de 2003 a 2005 e, como membro da bancada de sustentação do governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva, votou a favor das reformas da previdência e tributária. Em 2005 deixou o PL, teve uma rápida passagem pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e ingressou no Partido da Frente Liberal (PFL).
No ano de 2006, seu nome foi citado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) instaurada no Congresso Nacional para investigar a suposta participação de deputados e senadores em um escândalo que ficou conhecido como “máfia dos sanguessugas” ou “máfia das ambulâncias”. Segundo investigações realizadas pela Polícia Federal, o esquema era coordenado por Darci e Luiz Antônio Vedoin, donos da empresa Planam, e destinava-se a realizar a compra de ambulâncias e equipamentos hospitalares superfaturados para prefeituras através de licitações fraudadas. Segundo Vedoin, ele teria sido um dos parlamentares que apresentaram emendas ao orçamento da União direcionadas para a área da saúde em troca de uma comissão sobre o lucro gerado pelas execução das emendas. No relatório final da CPMI, foi recomendada a sua cassação, juntamente a outros 74 parlamentares, ainda que nada tivesse sido provado contra ele, como argumentou em sua defesa ao Conselho de Ética.
Em agosto do mesmo ano, a Executiva Nacional do PFL decidiu pela sua expulsão do partido. Como este fato o impediria de participar das eleições em outubro, uma liminar foi concedida em seu favor, permitindo que concorresse à reeleição pela legenda do PFL. Porém, não obteve êxito no pleito, ficando com uma suplência.
Ao final da legislatura, em Janeiro de 2007, deixou a Câmara dos Deputados, bem como a política, passando a se dedicar à atividade religiosa como pastor da Igreja Internacional da Graça de Deus.