MOURA, Enilson Simões de

Enilson Simões de Moura, conhecido pelo codinome Alemão, nasceu em Divinópolis (MG) em 1950.

Metalúrgico, trabalhou como inspetor de qualidade na fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo (SP). Em 1976 filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), e foi membro da comissão de mobilização das greves de 1979 e 1980 organizadas pelos metalúrgicos do ABC paulista. Foi preso e enquadrado na Lei de Segurança Nacional juntamente com outros ativistas do sindicato pela greve realizada em 1980. Condenado a três anos e meio de prisão pela Justiça Militar de São Paulo, teria a pena cancelada pelo Superior Tribunal Militar em fevereiro de 1981.

Com o fim do bipartidarismo e a consequente reorganização partidária, filiou-se em 1980 ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em 1981 rompeu com os membros da antiga diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos e participou da Chapa 2, que teve como candidato a presidente Osmar Santos de Mendonça, o Osmarzinho, e recebeu o apoio de correntes e partidos de esquerda, como o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), que questionavam a liderança de Luís Inácio da Silva, o Lula. A Chapa 1, que contou com o apoio da maioria da antiga diretoria, foi vencedora com 89% dos votos válidos e elegeu Jair Meneguelli como novo presidente da entidade.

Demitido da Volkswagen, passou a trabalhar em uma oficina mecânica montada pelo cantor Chico Buarque e outros artistas. Em seguida, transferiu-se para a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). Participou da fundação do Sindicato dos Empregados em Centrais de Abastecimento de São Paulo em 1986, e foi eleito presidente da entidade. Em 1991 tornou-se membro da direção da Força Sindical, mas em 1995 desligou-se por discordância política com a diretoria.

Em 1997 participou da fundação da Social Democracia Sindical (SDS), da qual foi presidente até 2007. Nesse ano foi criada a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a partir da unificação da SDS com a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) e a Central Autônoma de Trabalhadores (CAT). Foi então eleito vice-presidente da nova central.