NASCIMENTO, Gilberto
| Tipo | Biográfico |
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| Autor(es) | Orson Camargo |
Gilberto Nascimento Silva nasceu em São Paulo no dia 9 de julho de 1956, filho de José Nascimento Silva e de Josefa Medeiros Lucena Silva.
Formou-se em direito no ano de 1980.
Ligado à Igreja evangélica Assembleia de Deus, Nascimento foi vereador pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) na cidade de São Paulo por três mandatos consecutivos, entre 1983 e 1994. Em dezembro de 1994, o prefeito da cidade de São Paulo, Paulo Maluf, assinou decreto que regulamentou a Lei nº 11.501 (“Lei do Silêncio”), onde estabeleceu novas multas para quem fizesse barulho acima do limite fixado pela lei. No projeto original, igrejas e templos também deveriam estar sujeitos às novas multas. Mas um substitutivo apresentado pelo vereador Gilberto Nascimento excluiu os cultos religiosos da fiscalização.
Nas eleições de 1994, concorreu a uma vaga para deputado estadual pelo estado de São Paulo, pela legenda do PMDB, obtendo êxito. No ano seguinte (1995) apresentou projeto que proibia a venda de bebidas alcoólicas em estádios de futebol. Em 1996 o projeto foi sancionado e transformado na Lei Estadual nº 9.470, apontado por especialistas como um dos pilares na redução da violência entre torcidas nos estádios.
Em 1998, Gilberto Nascimento concorreu à reeleição conseguindo mais um mandato como deputado estadual pelo PMDB de São Paulo. No ano seguinte obteve a indicação e aprovação para ocupar a 4ª secretaria da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Gilberto Nascimento foi um dos apoiadores, no estado de São Paulo, da candidatura de Anthony Garotinho (PSB) para presidente da República.
Em 2002, disputou uma vaga para deputado federal pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) de São Paulo, obtendo êxito. Nesse mesmo ano, Nascimento foi vice-presidente do Diretório Estadual do PSB de São Paulo, ficando no cargo por um ano.
Em junho de 2003, Nascimento integrou a CPI do Banestado, que teve como objetivo apurar as responsabilidades sobre evasão de divisas do Brasil, especificamente as destinadas a paraísos fiscais, conforme levantamento feito pela Polícia Federal na chamada “Operação Macuco”, em Foz do Iguaçu.
Em 2006, foi acusado pela suposta participação no esquema do “mensalão”, a maior crise política sofrida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005. Teria sido supostamente beneficiado com quase R$2 milhões, o que não ficou comprovado.
No mesmo ano, Nascimento se candidatou a reeleição a deputado federal pelo PMDB, obtendo uma suplência. Em 2007, Nascimento foi acusado pela Polícia Federal de ter praticado os crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção passiva, no chamado ”esquema dos sanguessugas” – também conhecido como máfia das ambulâncias. Nascimento negou a participação no esquema de corrupção, sendo que nada ficou comprovado contra ele.
Em maio de 2007, migrou para o Partido Social Cristão (PSC), tendo assumido a presidência estadual do partido em seguida. Não mais concorreu a cargos eletivos.