NEVES, Valdir

Valdir Neves Barbosa nasceu em 31 de março de 1963, em Miranda (MS). Seu irmão, Vanildo Neves Barbosa, elegeu-se vice-prefeito de Aquidauana (MS), em outubro de 2008.

Começou a trabalhar como engraxate em Campo Grande no início dos anos 1970. Foi empacotador das Casas Pernambucanas, aprendiz de balconista e contínuo em uma concessionária de veículos. Iniciou sua carreira política ao filiar-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), em 1981. Sua participação no movimento estudantil inclui a direção da União Campo-grandense de Estudantes (UCE), a presidência da Juventude do PMDB e a colaboração com a União Sul-Mato-Grossense de Estudantes Secundaristas (USMES).

Em 1985, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e tornou-se membro da Juventude Socialista do PDT. No ano seguinte, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), nele permanecendo até 1991, quando se transferiu para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Nesse mesmo ano, elegeu-se deputado estadual em Mato Grosso do Sul pela legenda do PSDB. Entre 1996 e 1998 foi líder do partido na Assembleia Legislativa Estadual na Assembleia Legislativa estadual, e nos três anos seguintes foi líder do Bloco Parlamentar de Oposição ao governo de Zeca do PT (1999-2003). Além disso, exerceu a presidência do diretório estadual do PSDB até 2007.

Nas eleições de outubro de 2006, foi eleito para o cargo de deputado federal por Mato Grosso do Sul com 78.115 votos. Dois meses depois, a proposta governamental de prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) gerou amplo debate nacional e divisões no governo de Luís Inácio Lula da Silva (2003-2011), que almejava garantir a aprovação da emenda e dos recursos dela provenientes. Valdir Neves votou contra a prorrogação da CPMF, que também foi rejeitada pelos senadores, no dia 13 de dezembro. Em junho de 2008, a Câmara votou um projeto de lei que instituiria a Contribuição Social para a Saúde (CSS), conhecida como a “nova CPMF”, sendo Valdir Neves um dos 157 deputados que votaram contra a criação do imposto. O projeto foi aprovado por 259 votos e encaminhado para o Senado.

Atuou também como vice-líder e líder da minoria na Câmara dos Deputados. Como parte de suas atividades parlamentares foi membro titular da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), e da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Também participou das Comissões de Inquérito Parlamentar (CPIs) do Sistema Carcerário e da Subnutrição de Crianças Indígenas.

Em setembro de 2008, apresentou projeto de decreto legislativo que suspendia portarias da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) que estabeleciam a formação de grupos técnicos para demarcação de terras indígenas ocupadas por índios Guarani no estado do Mato Grosso do Sul. O projeto foi aprovado pela CAPADR e foi encaminhado para a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) em abril de 2009. O caso foi amplamente divulgado na imprensa local e gerou protestos das comunidades locais.

Em matéria publicada ainda em setembro no jornal A Folha de S. Paulo, Valdir Neves foi citado como um dos deputados que emitiu passagens aéreas para familiares e amigos utilizando a cota mensal a que tinha direito como parlamentar, no que ficou conhecido como a “farra das passagens”. Publicou nota em sua página pessoal afirmando não ter cometido ato ilícito ao emitir passagens internacionais em favor do deputado Ilderlei Cordeiro (PPS-AC), e não ter conhecimento de outras emissões, colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos. Com a divulgação do escândalo, o presidente da Câmara, Michel Temer, decidiu restringir o número de passagens que poderiam ser emitidas e limitou a emissão ao uso em serviço.

Em julho de 2009, Valdir Neves deixou a Câmara para ocupar a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso do Sul, deixada aberta com a aposentadoria do então conselheiro Maurício Vanderlei. Foi substituído pelo deputado Marçal Filho. No mesmo ano, desfiliou-se do PSDB.

Em 2012, foi nomeado diretor de Relações Internacionais da Associação dos Membros de Tribunais de Conta do Brasil (ATRICON). No ano seguinte, assumiu a vice-presidência da Associação de Entidades Oficiais de Controle Público do Mercosul (ANSUR).