PICCIANI, Leonardo

Leonardo Carneiro Monteiro Picciani nasceu em Nilópolis (RJ) no dia 6 de novembro de 1979, filho de Jorge Sayed Picciani e de Márcia Cristina Carneiro Monteiro Picciani. Seu pai foi sucessivamente eleito deputado estadual de 1990 a 2006, foi presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro em 2003 e secretário estadual de Esporte e Lazer de 1993 a 1994.

Formou-se em direito pela Universidade Cândido Mendes (UCAM) em 1997. No ano seguinte, foi nomeado assistente da presidência do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCRJ). Em 2000 filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e desse ano até 2001 presidiu o diretório municipal da juventude do partido. Atuando também na iniciativa privada como empresário pecuarista, ainda em 2000 tornou-se diretor administrativo da Associação de Criadores de Nelore do Estado do Rio de Janeiro (NeloRio), e em 2001 dirigiu a fazenda Agrovás Agropecuária Vale do Suiá S.A., localizada em São Félix do Araguaia (MT), de propriedade do pai, da qual era também acionista. Em 2003 a fazenda foi autuada pelo Ministério Público pela prática de trabalho escravo.

Em 2002 deixou o TCRJ e no pleito de outubro concorreu a deputado federal pelo Rio de Janeiro na legenda do PMDB. Elegeu-se com mais de 150 mil votos, a maior votação do partido e uma das maiores na relação geral de candidatos. Assumindo o mandato em fevereiro de 2003, integrou como membro titular a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e a Comissão de Desenvolvimento Urbano. Foi ainda relator do projeto de lei que propôs a instituição de um marco regulatório para as agências reguladoras criadas no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), durante o processo de privatizações. Em 2004, foi relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pirataria, que investigou a ação criminosa de falsificação, contrabando e comercialização ilegal de produtos industrializados.

Nas eleições de outubro de 2006 reelegeu-se com mais de 170 mil votos, tendo sido o quinto deputado mais votado da legenda peemedebista no estado do Rio de Janeiro. Em 2007, logo após sua posse em fevereiro, foi escolhido, como único candidato, para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ), considerada a mais importante da Câmara dos Deputados. À frente da CCJ, criou uma subcomissão para a análise de projetos de reforma do Código Penal e Processual. Em 2008 foi indicado, no âmbito da CCJ, relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária, na qual sugeriu mudanças na forma de tributação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre energia e petróleo. Ainda nesse ano, como relator de outra PEC na CCJ, propôs a modificação do rito de tramitação das medidas provisórias (MPs) no Congresso Nacional.

No início de 2009 licenciou-se do mandato e assumiu a Secretaria de Habitação do Estado do Rio de Janeiro, a convite do governador Sérgio Cabral. Retornou à Câmara em abril de 2010 para então concorrer a um novo mandato de deputado federal nas eleições de Outubro daquele ano. Obteve 165 mil votos, suficientes para o êxito. Após o pleito, licenciou-se a fim de retomar o exercício da função de secretário do governo do estado fluminense. Repetiu o processo em Fevereiro de 2011, quando foi empossado em novo mandato parlamentar, mas licenciou-se novamente em seguida para dedicar-se à secretaria.

Deixou a função em novembro de 2011 e retornou ao Legislativo Federal, no qual ficou encarregado de defender os interesses do governo estadual sobre a emenda que estabelecia novos critérios de divisão dos royalties do petróleo extraído da camada do pré-sal, proposta que havia suscitado intensos debates e mobilizou a oposição das bancadas de estados produtores, temerosos pela perda de receitas. Além da atuação na Comissão Especial que debateu a referida questão, foi presidente da Comissão Especial que apreciou a PEC 70-A/2011, cujo objetivo era regulamentar e limitar o uso exacerbado de medidas provisórias pelo Poder Executivo. Integrou ainda as Comissões Permanentes de Constituição e Justiça (CCJ) e a de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC).

Casou-se com Gisele Picciani, com quem teve dois filhos.