QUINTAL, Josias
| Tipo | Biográfico |
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| Cargos |
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| Autor(es) | Rafael Maul de Carvalho Costa |
Josias Quintal de Oliveira nasceu em Santo Antônio de Pádua (RJ) no dia 29 de dezembro de 1947, filho de João Augusto de Oliveira e de Djanira Quintal de Oliveira.
Fez o curso de formação de oficiais da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). Formou-se também em direito na Sociedade Universitária Augusto Mota (SUAM), no Rio de Janeiro. Segundo o Grupo Tortura Nunca Mais, foi analista de informações do serviço de inteligência do Departamento de Operações Internas, Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) na 2ª Brigada do Exército, no Rio de Janeiro, de 1976 a 1978. Na PMERJ, ocupou os postos de comandante da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), em Queimados (RJ); da 1ª CIPM, em Cabo Frio (RJ); do 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM), no bairro de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro; e do 8º BPM, em Campos (RJ). Aí foi convidado por Anthony Garotinho, então prefeito da cidade, para implantar e comandar a Guarda Municipal. Presidiu também a Empresa Municipal de Transportes (EMUP).
Ingressou na política partidária em 1996, quando se filiou ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Com a posse de Garotinho no governo do Estado do Rio de Janeiro, em janeiro de 1999, foi convidado para os cargos de ajudante de ordens do governador, assessor técnico e chefe do Gabinete Militar. Em abril desse mesmo ano, foi nomeado secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, cargo em que permaneceu até 2002, ao longo de todo o governo Garotinho. Em 2001, deixou o PTB e filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).
No pleito de outubro de 2002, foi eleito deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro na legenda do PSB. Assumiu o mandato em fevereiro de 2003 e dias depois licenciou-se, assumindo pela segunda vez a Secretaria de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro, na gestão de Rosinha Garotinho (2003-2006). Em abril seguinte, foi substituído pelo ex-governador Anthony Garotinho, após uma série de ataques contra hotéis e pontos turísticos tradicionais da cidade. Reassumiu então o mandato de deputado federal e, ainda em 2003, deixou o PSB e ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Foi vice-líder do partido entre agosto e outubro de 2005 e em seguida retornou ao PSB. Membro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, em 2006 foi um dos parlamentares acusados de envolvimento na compra de ambulâncias superfaturadas. Contudo, o relatório parcial da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) instalada no Congresso para investigar a denúncia concluiu que era inocente. Foi ainda primeiro vice-presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, titular da Comissão de Minas e Energia e da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, e segundo-vice-presidente da CPI do tráfico de armas. Deixou a Câmara ao final do mandato, em janeiro de 2007.
Nas eleições de outubro de 2008, candidatou-se a vice-prefeito de Santo Antônio de Pádua na chapa encabeçada por Maria Adib Mansur, que foi derrotada por José Renato Padilha.
Em outubro de 2010, o Ministério Público do Rio de Janeiro ofereceu denúncia relativa a uma tentativa de homicídio cometida contra o ex-deputado ocorrida em Junho do ano anterior a mando de um vereador de Santo Antônio de Pádua, réu no processo que ocasionou sua prisão e de outras três pessoas. Na ocasião do episódio, um ex-secretário do município foi confundido com Quintal e acabou assassinado.
Nas eleições municipais de outubro de 2012, foi candidato a prefeito de Santo Antônio de Pádua, recebeu o apoio do ex-governador fluminense, Anthony Garotinho e foi eleito com 14 mil votos. Com o êxito, foi empossado em Janeiro de 2013.
Ao longo de sua carreira, recebeu diversas condecorações, a maior parte delas por sua atuação como policial ou em defesa dos interesses das corporações militares.
Publicou Polícia completa: proposta de emenda constitucional nº 181/2003: argumentação política, histórica, doutrina e jurídica.