RODRIGUES, Edmilson

Edmilson Brito Rodrigues nasceu em 26 de maio de 1957, em Belém do Pará, filho de Gumercindo Rodrigues e de Abigail Rodrigues.

Em 1977 iniciou o curso de graduação em Licenciatura Plena pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e, no ano seguinte, o de Arquitetura, pela mesma universidade. Em 1982, concluiu os dois cursos e passou a ser professor assistente na Universidade Federal Rural da Amazônia.

Elegeu-se deputado estadual pelo Pará na legenda do Partido dos Trabalhadores (PT) em 1986, sendo reeleito em 1990, na mesma legenda.

Em 1994, concluiu um curso de Especialização em Desenvolvimento de Áreas Amazônicas pela UFPA. Em outubro daquele ano, foi candidato ao Senado Federal, na legenda do PT. Não foi, porém, eleito, tendo obtido a quarta colocação na disputa, com 284.389 votos.

De 1994 a 1995 cursou o Mestrado em Planejamento do Desenvolvimento na UFPA.

No ano seguinte, candidatou-se a prefeito de Belém, na legenda do PT, tendo como vice Ana Júlia Carepa, do mesmo partido. Rodrigues venceu a eleição no segundo turno, batendo o candidato rival, Ramiro Bentes, do Partido Democrático Trabalhista (PDT). O início de seu mandato foi marcado por um conflito com um dos maiores grupos de comunicação do Estado, as Organizações Rômulo Maiorana (ORM). Rodrigues se recusara a pagar dívidas deixadas pelo seu antecessor no cargo junto ao grupo ORM, por considerá-las irregulares. Com o pagamento da dívida, no final de 1997, as relações se normalizaram. Instituiu em Belém o Orçamento Participativo (OP), que integrava o programa administrativo do PT, e pelo qual setores da sociedade civil local passaram a participar das discussões relativas á elaboração do orçamento municipal.

Em outubro de 2000, disputou um segundo mandato como prefeito, na legenda do PT, tendo dessa vez como vice Valdir Ganzer, do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Ganhou novamente, derrotando no segundo turno o rival Duciomar Gomes da Costa, então filiado ao PDT. Durante a segunda gestão à frente de Belém, Rodrigues deu impulso ao Plano de Desenvolvimento Local (PDL), conhecido também por Projeto Tucunduba, que propunha instituir melhorias urbanas e obras de infra-estrutura para comunidades ribeirinhas. Deixou a prefeitura ao final do mandato, em dezembro de 2004.

Em 2005, descontente com os rumos tomados pelo governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva (2003-2007), do PT, deixou o partido e, junto com outros dissidentes, migrou para o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). De 2005 a 2006, foi assessor parlamentar do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP).

Em outubro de 2006, Rodrigues candidatou-se a governador do Pará, dessa vez na legenda do PSOL, e tendo como vice Olgaises Maués, do mesmo partido. Obteve o quarto lugar, com 131.088 votos. Nas eleições de 2008, apoiou a candidata do PSOL, Marinor Brito, à prefeitura de Belém, mas a eleição foi ganha pelo candidato Duciomar Costa, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Publicou diversas obras, como Do Mito da Sustentabilidade Capitalista à Construção Social da Utopia (2002) e Estado Nacional, Cidades e Desenvolvimento (2002).

Casou-se com Lucília da Silva Matos, de quem se separou posteriormente. Teve três filhos.