ROGÉRIO, Luís

Luís Rogério Gonçalves Magalhães nasceu em Campos dos Goytacazes (RJ) no dia 29 de março de 1965, filho de Luís Portelli Magalhães e de Edma Gonçalves Magalhães.

Formou-se em zootecnia na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), fez mestrado em produção animal na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Unenf), e foi pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio (Pesagro).

Filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) em 1983, e de 1989 a 1991 foi secretário de Agricultura de Campos, na primeira gestão do prefeito Anthony Garotinho. De 1991 a 1994 foi subsecretário de Estado de Agricultura, Abastecimento, Pesca e Desenvolvimento do Interior, durante o governo de Leonel Brizola. Acumulou essa função com a presidência da Pesagro, em Niterói (RJ), de 1991 a 1992, e com a presidência do Sistema de Agronegócios (Siagro), de 1993 a 1994. Em 1997 voltou a Campos e assumiu a Secretaria de Planejamento, transformada pouco depois em Secretaria Municipal de Controle Geral, na segunda gestão de Anthony Garotinho. Deixou o cargo em 1998, após a renúncia de Garotinho, que em outubro foi eleito governador do estado do Rio de Janeiro.

Em janeiro de 1999, foi nomeado secretário estadual de Agricultura, Abastecimento, Pesca e Desenvolvimento do Interior, durante o governo de Anthony Garotinho (1999-2002). Em setembro do mesmo ano deixou a pasta e passou a secretário-executivo do Gabinete do Governador, integrando assim o círculo de seus auxiliares mais próximos. Em 2000, acompanhando Garotinho, deixou o PDT e ingressou no Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Nas eleições de 2002 candidatou-se a deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro na legenda PSB e obteve uma suplência. Ainda nesse ano foi o coordenador-geral do grupo de transição da governadora eleita Rosinha Garotinho. Assumiu o mandato em fevereiro de 2003, mas no mês seguinte licenciou-se para comandar, a convite da governadora, a Secretaria de Integração Governamental do Estado do Rio de Janeiro. Ainda em 2003, acompanhou Anthony Garotinho e desligou-se do PSB, filiando-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Tornou-se também tesoureiro do diretório estadual da agremiação.

Foi mais uma vez considerado um nome importante no governo estadual, uma vez que a Secretaria de Integração controlava importantes agências: o Departamento de Estradas e Rodagem do Estado do Rio (DER), a Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop) e a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos (Asep), além do Programa Nova Baixada, financiado pelo Banco Interamericano e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Em 2006 deixou secretaria, após desentendimento com Garotinho, para candidatar-se às eleições de outubro, mas desistiu antes do pleito. Reassumiu o mandato de deputado federal em 1º de janeiro de 2007, tendo sido efetivado no dia 19, na vaga de Júlio Lopes. Deixou a Câmara no dia 31 de janeiro, ao final da legislatura.

Em 2007, foi nomeado presidente da Fundação Centro de Informações e Dados do Rio de Janeiro (CIDE) pelo governador Sérgio Cabral (2007-). Ao longo de sua trajetória presidiu também a empresa de exportação de soja Gemon.