ROSADO, Sandra
| Tipo | Biográfico |
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| Cargos |
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| Autor(es) | Luciana Pinheiro |
Sandra Maria da Escóssia Rosado nasceu em Mossoró (RN), no dia 23 de maio de 1951, filha de Jerônimo Vingt Rosado Maia e Maria de Lourdes Bernadeth da Escóssia Rosado. Seu pai, ex-vereador e ex-prefeito da cidade de Mossoró, teve sete mandatos como deputado federal. Seu tio Jerônimo Dix-Huit Rosado Maia, foi prefeito de Mossoró e deputado federal, Outro tio, Jerônimo Dix-Sept Rosado, foi prefeito mossoroense e governador do Rio Grande do Norte. Entre seus primos estão o ex-deputado federal Carlos Augusto Rosado e Betinho Rosado, que desde 1995 exerceu várias legislaturas na Câmara dos Deputados. Seu marido, o médico Laire Rosado Filho, foi deputado federal e secretário de agricultura do Rio Grande do Norte. Sua filha, Larissa Rosado, e seu filho, Lahyre Rosado Neto, também ingressaram na política.
Formada em Serviço Social, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e em Direito, pela Universidade Potiguar, em 1983 passou a atuar como secretária municipal em Mossoró. Dois anos depois filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).
Assumiu seu primeiro mandato eletivo em 1993, quando foi eleita vice-prefeita de Mossoró, na administração de Jerônimo Dix-Huit Rosado Maia. Em 1996, em decorrência da morte do prefeito, assumiu o comando da cidade. Nas eleições municipais de outubro candidatou-se à prefeitura, sendo derrotada pela candidata Rosalba Ciarlini. No decorrer de 1998, também em Mossoró, passou a presidir o diretório do PMDB. Em outubro desse ano disputou as eleições como candidata a deputada estadual, sendo eleita para seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN). No decorrer da legislatura de deputada potiguar tornou-se delegada do diretório regional do PMDB, em 2001.
Nas eleições gerais de 2002 candidatou-se para a Câmara dos Deputados e obteve a sexta melhor votação de seu estado, com 90.792 votos. Em fevereiro de 2003, ano em que se tornou vice-líder do PMDB, tomou posse no Congresso. Em agosto, por ocasião da votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, votou a favor da proposta apresentada pelo Governo Luís Inácio Lula da Silva (2003-2007), aprovada em dois turnos no Congresso e encaminhada ao Senado Federal. Em dezembro o então presidente do Senado, José Sarney (PMDB), promulgou a emenda constitucional que alterou o sistema previdenciário do país, especialmente quanto às regras relativas a aposentadorias e pensões, previdência complementar, paridade entre funcionários públicos ativos e inativos, e contribuição de estados e municípios.
No decorrer do ano de 2004 atuou como titular da comissão especial do Ano da Mulher, criada para fortalecer a visibilidade feminina a partir de discussões sobre questões de gênero na agenda do parlamento brasileiro. Em 2005 se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Com a formação de novas comissões na Câmara ao longo desse ano, foi escolhida para atuar como titular em cinco permanentes: de Constituição e Justiça e de Cidadania; de Constituição e Justiça e de Redação; de Direitos Humanos; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Seguridade Social e Família. Atuou também como membro de duas comissões especiais para projeto de emenda constitucional (PEC): uma sobre reforma do judiciário e outra, que se encontra em discussão na Câmara, sobre lotação de servidores públicos.
No ano de 2006 tornou-se vice-líder do PSB na Câmara e foi escolhida membro titular da comissão especial para PEC sobre revisão constitucional, que se encontra em discussão no plenário. Nas eleições de outubro reelegeu- com 69.277 votos. Tomou posse do segundo mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro do ano seguinte.
No mês de setembro de 2007, no primeiro turno da votação para prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), foi favorável à proposta do governo, aprovada em dois turnos pela Câmara, mas não pelo Senado. Posteriormente, quando o tema CPMF voltou à Câmara com o nome Contribuição Social para a Saúde (CSS), votou com a maioria dos deputados, que aprovou a recriação do imposto.
Em fevereiro de 2008 foi eleita coordenadora da bancada feminina na Câmara e afirmou que seu trabalho visaria à maior participação das mulheres nas atividades da Casa. Propôs também, em projeto de lei complementar (PLP), que as leis produzidas no País empreguem os vocábulos “homem” e “mulher” sempre que o texto fizer a pessoas de ambos os sexos, como forma de garantir a igualdade entre homens e mulheres nos textos oficiais.
Casou-se com Laíre Rosado Filho e teve quatro filhos.