SCIARRA, Eduardo
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Eduardo Francisco Sciarra nasceu em Londrina (PR) em 5 de outubro de 1952, filho de Francisco Antonio Sciarra e de Mercês Balducci Sciarra.
Frequentou o curso de engenharia civil na Fundação Armando Álvares Penteado em São Paulo a partir de 1972 formando-se em 1976. Nesse mesmo ano mudou-se para Cascavel (PR) onde, a partir de 1977, se tornou diretor da empresa Formato Construções exercendo as profissões de empresário e engenheiro. Nos anos seguintes foi presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Cascavel entre 1979 e 1980, presidente da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic) e da Coordenadoria das Associações Comerciais e Industriais do Oeste do Paraná (Caciopar) em Cascavel entre 1982 e 1983 e, em seguida, diretor do Sindicato da Indústria e Construção Civil do Paraná (Sinduscon) e diretor da Associação Paranaense de Empresários de Obras Públicas em Curitiba entre os anos de 1987 e 1994. Ao longo da década de 1990 continuou sua atuação em diversas associações de classe no Paraná, tendo sido presidente da Fundação Paranaense para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria da Construção em Cascavel entre os anos de 1992 e 1994, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná entre 1996 e 1998, presidente da Câmara Estadual da Indústria da Construção e vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) entre 1997 e 1999.
Iniciou suas atividades políticas filiando-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em 1982, ao qual permaneceu vinculado até 2001. Em abril de 1998 assumiu a secretaria de estado da Indústria, do Comércio e Turismo do Paraná durante o segundo mandato de Jaime Lerner no governo do estado exercendo o cargo até janeiro de 2002. Em 2001 filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL), tornando-se no mesmo ano presidente da comissão provisória do partido em Cascavel (PR). No pleito de outubro de 2002 foi eleito deputado federal pelo PFL com 81.553 votos.
Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, Eduardo Sciarra fez parte da bancada de oposição ao governo Lula, no plano federal, e de Roberto Requião, no estado do Paraná, ocupando frequentemente a tribuna da Câmara para fazer pronunciamentos combatendo as políticas de ambos os governos. Nesse sentido, combateu as medidas adotadas por Requião de proibir os transgênicos no Porto de Paranaguá, solicitando a intervenção federal na administração do Porto, criticando ainda a omissão do poder público estadual no que se referia à invasão de terras, especialmente em relação aos produtores rurais e sem terra localizados na região oeste do Paraná
A partir de abril de 2006 tornou-se vice-líder do PFL na Câmara dos Deputados. Ainda nessa legislatura foi um dos autores da Ação Direta de Constitucionalidade (Adin) declarando inconstitucional a lei paranaense 14.861/05, que determinava a rotulagem dos produtos que contivessem ingredientes transgênicos comercializados no Estado. Apoiada pela Comissão Executiva do PFL, a Adin foi julgada procedente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em junho de 2006.
No pleito de outubro de 2006 foi reeleito deputado federal pelo PFL com 85.197 votos, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Com a transformação do antigo PFL em Partido dos Democratas (DEM) em março de 2007, filiou-se ao novo partido sendo eleito vice-presidente nacional da agremiação. Durante esta legislatura foi presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Infra-Estrutura Nacional, primeiro vice-presidente da Comissão de Minas e Energia, segundo vice-presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática, e membro das comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, e de Desenvolvimento Urbano. Em maio de 2007 foi um dos coordenadores do movimento “Xô CPMF” lançado em Florianópolis neste mês com o objetivo de reunir as entidades empresariais do comércio e indústria para organizar o movimento em defesa da extinção da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Vinculado à bancada ruralista, quando da elaboração do relatório da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados sobre a ocupação da Fazenda Singenta, no município de Santa Tereza do Oeste (PR), foi um dos autores da proposta que comparou a ação do movimento dos trabalhadores rurais sem-terra (MST) à ação de grupos terroristas internacionais, solicitando providências ao ministério público e ao poder judiciário no sentido de reprimir a ação do movimento.
A partir de fevereiro de 2009 tornou-se vice-líder do DEM na Câmara dos Deputados. Em março de 2009 Sciarra foi eleito presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano em substituição a deputada Ângela Amin (PP/SC). Por ocasião da articulação visando a sucessão para o governo estadual em Curitiba no pleito de outubro de 2010, integrou a ala de seu partido que apoiou a pré-candidatura de Beto Richa do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) ao governo do estado, opondo-se à facção liderada por Abelardo Lupion que defendia o apoio ao candidato Osmar Dias do Partido Democrático Trabalhista (PDT).
Além de ter atuado em diversas associações profissionais e de representação de classe ao longo de sua trajetória, foi também membro do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) do Paraná entre 1980 e 1985, do Conselho de Administração da Ferroeste entre 1998 e 2002, Conselheiro da Junta Comercial do Paraná, do SEBRAE, presidente do Conselho da Mineropar, e conselheiro da Paraná Investimentos entre 1998 e 2002, e membro do Conselho de Comércio Exterior da Associação Comercial do Paraná, Curitiba a partir 2002.
Casado com Rosilene de Godoy, com quem teve dois filhos.