SILVA, Gervásio

Gervásio José da Silva nasceu em São José (SC) no dia 24 de maio de 1955, filho de José Lino da Silva e Verônica dos Passos da Silva.

Entre os anos de 1979 e 1982, cursou a Faculdade de Ciências Contábeis na Universidade do Vale de Itajaí (Univali), em Santa Catarina, sem, entretanto, completar a graduação.

Em 1980, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), vencendo as eleições para vereador em 1982 na sua cidade natal, no contexto da redemocratização brasileira. Entre 1983 a 1985, foi presidente da Câmara Municipal e, em 1987, filiou-se ao Partido Liberal (PL), do qual foi presidente entre 1987 e 1990. Em 1989, reelegeu-se para o cargo legislativo pelo PL. Em 1990, ingressou no Partido da Frente Liberal (PFL) e entre junho de 1990 e abril de 1991 foi secretário de Agricultura e Abastecimento de São José. Entre maio de 1991 e abril de 1992, foi secretário municipal da Indústria, Comércio e Turismo na mesma cidade.

Na eleição de 1992, integrou, na condição de vice-prefeito, a chapa vitoriosa encabeçada por Germano Vieira. Em junho de 1994, Gervásio Silva assumiu a prefeitura de São José no lugar do titular, que sofreu um processo de impeachment. Em 1995, tornou-se segundo-tesoureiro do diretório regional da executiva do PFL de Santa Catarina. Em 1996, foi vice-presidente da Associação dos Municípios da Grande Florianópolis. Deixou o cargo de prefeito em 1° de janeiro de 1997, no fim do mandato.

Em outubro de 1998, elegeu-se deputado federal por Santa Catarina, na legenda do PFL. Foi o primeiro representante eleito de São José. Assumiu o mandato em fevereiro de 1999 e votou a favor da criação da Lei de Responsabilidade Fiscal em 2000, assim como da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) em 2002.

Ainda em 2002, reelegeu-se deputado federal, tendo conquistado a quarta maior votação do estado, com 113.137 votos. Foi empossado no novo mandato em fevereiro de 2003, e nas votações encaminhadas pelo governo de Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT) e adversário do PFL, votou contra a reforma da Previdência e esteve ausente na votação da reforma tributária.

Entre maio de 2005 e abril de 2006, foi vice-líder do PFL na Câmara dos Deputados. Nas eleições de outubro de 2006, foi mais uma vez reeleito deputado federal. Obteve 95.864 votos. Empossado em fevereiro seguinte, integrou a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Ainda em 2007, passou a pertencer as fileiras do Democratas (DEM), agremiação criada pela refundação do PFL. Contudo, em agosto, filiou-se ao Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB). Sua mudança de partido suscitou grande repercussão, porque foi o primeiro parlamentar federal a requerer a permanência no cargo eletivo, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir que o mandato pertencia aos partidos e que estes, se quisessem, poderiam requerer o mandato daqueles parlamentares que deixassem a legenda. Em novembro, o DEM entrou com uma ação no TSE para ter de volta o mandato de Gervásio, argumentando que fosse aplicada a regra da fidelidade partidária. Em sua defesa, Gervásio alegou perseguição do partido contra ele. Em abril de 2008, o TSE decidiu a favor de Gervásio, que manteve o mandato de deputado federal.

Em maio de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) converteu uma denúncia do Ministério Público Federal em ação penal contra Gervásio Silva por estupro, lesão corporal e atentado violento ao pudor. Segundo os procuradores, Gervásio teria violentado uma funcionária do município catarinense de Curitibanos. O deputado negou as acusações, mas o STF considerou que os indícios eram suficientes para a ação penal.

Em setembro, fez parte da lista de deputados que pediram recurso contra a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial. No mês seguinte, requereu a retirada de sua assinatura do respectivo recurso.

Concorreu à reeleição em outubro de 2010, quando recebeu pouco mais de 59 mil votos, que lhe renderam apenas uma suplência. Encerrou seu mandato em Janeiro de 2011, tendo deixado a Câmara em seguida.

Em 2013, deixou o PSDB e filiou-se ao Partido Progressista.

Presidente do Fórum Parlamentar Catarinense fez parte ainda da comissão que instituiu o Código Ambiental Brasileiro.

Do casamento com Sônia Maria de Oliveira e Silva, teve três filhos.