SILVA, Heleno

José Heleno da Silva nasceu em Monte Alegre (SE) no dia 22 de julho de 1967, filho de Marinalva Dias da Silva.

Formou-se técnico agrícola pela Escola Agrotécnica Federal de Sergipe, em São Cristovão (SE), em 1985. Graduou-se na Faculdade de Radiofusão em João Pessoa, em 1998.

Pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, iniciou a carreira política em 1998, ao concorrer a deputado estadual nas eleições de outubro na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Assumiu o mandato em fevereiro de 1999, e em 2001 licenciou-se para exercer o cargo de secretário de Agricultura de Sergipe. Deixou a secretaria nesse mesmo ano e reassumiu o mandato legislativo.

No pleito de outubro de 2002 elegeu-se deputado federal por Sergipe na legenda do PTB. Empossado em fevereiro de 2003, nesse mesmo ano deixou o PTB e ingressou no Partido Liberal (PL).

Em maio de 2006, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal denunciaram um esquema de desvio de dinheiro público destinado à compra de ambulâncias, envolvendo parlamentares, prefeitos e funcionários do alto escalão do governo. No fim de junho, foi instalada no Congresso Nacional a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Sanguessugas, que, em agosto, apresentou um relatório parcial aos Conselhos de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados e do Senado recomendando a abertura de processo de cassação contra 72 parlamentares. Entre os nomes citados, estava o de Heleno Silva. Ainda em agosto o Conselho de Ética acatou a denúncia da CPMI e instaurou processo de cassação de vários deputados. Durante as investigações, Heleno Silva foi acusado pelo empresário Luís Antônio Vedoin, que disse tê-lo conhecido em 2003 e firmado um acordo garantindo-lhe o pagamento de comissão de 10% do valor das emendas de sua autoria que fossem executadas beneficiando empresas do esquema das Sanguessugas. Em dezembro, foi apresentado o relatório final da CPMI e nenhum parlamentar foi indiciado. Nesse mesmo mês, o Conselho de Ética absolveu-o por falta de provas. Ainda em dezembro, filiou-se ao Partido da República (PR), resultado da fusão do PL com o Partido da Reedificação da Ordem Nacional (Prona).

Durante a legislatura, foi membro titular das comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, de Direitos Humanos, Legislação Participativa e Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Participou da CPI sobre o Extermínio do Nordeste, e apresentou projeto de lei propondo incentivo às empresas públicas e privadas para instalar unidades de trabalho dentro de presídios de segurança média e máxima e de colônias agrícolas, além de contratar presidiários. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 2007, sem disputar a reeleição no pleito de outubro de 2006.

Em abril de 2007, insatisfeito com a indicação do empresário Edvan Amorim para presidir o diretório estadual do PR, deixou essa agremiação e filiou-se ao Partido Republicano Brasileiro (PRB), do qual se tornou presidente em Sergipe em agosto seguinte. Nas eleições municipais de outubro de 2008 candidatou-se a prefeito de Nossa Senhora do Socorro (SE), mas desistiu da disputa pouco antes da realização do pleito.