SILVA, Éber
| Tipo | Biográfico |
|---|---|
| Cargos |
|
| Autor(es) | Martina Spohr |
Éber Silva nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 3 de dezembro de 1949, filho de Miguel Ramos da Silva e de Maria José da Silva.
Formou-se em letras na Faculdade Sousa Marques em 1972 e ainda nesse ano fez o curso de extensão em didática geral do ensino oferecido pelo Ministério da Educação. Em 1973 tornou-se professor da rede oficial de ensino do estado do Rio de Janeiro, e a partir de então lecionou em inúmeras instituições. Atuou também nos meios sindicais, tendo pertencido ao Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro entre 1978 e 1979.
Membro da Igreja Batista, em 1986 concluiu o curso de teologia no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil e tornou-se pastor conselheiro da Juventude Batista do Estado do Rio de Janeiro e da Juventude Batista Capixaba. Presidiu a Associação Batista Caxiense de 1987 a 1988 e a Ordem dos Pastores Batistas Fluminenses em 1992, e foi primeiro-vice-presidente da Junta de Educação Religiosa e Publicações da Confederação Batista Brasileira de 1992 a 1993. Presidente da Confederação Batista Fluminense (CBF) em 1996 e da Associação Batista da Planície de 1996 a 1997, foi ainda vice-presidente da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil em 1998.
Transferido para Campos dos Goytacazes (RJ), em 1997 iniciou sua carreira política ao filiar-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Nas eleições de outubro de 1998, foi eleito deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro na legenda pedetista com o apoio de Antony Garotinho, importante liderança política do norte-fluminense. Empossado na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1999, participou da Comissão de Educação Cultura e Desporto e da Comissão Permanente de Seguridade Social e Família. Foi ainda membro titular da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico, que funcionou entre abril de 1999 e dezembro de 2000 e investigou empresários, políticos, juízes e outros envolvidos com o crime organizado e o narcotráfico, bem como em crimes de sonegação fiscal, e participou das diligências que ratificaram o Acordo sobre Prevenção, Controle, Fiscalização e Repressão ao Uso Indevido e ao Tráfico Ilícito de Entorpecentes e de Substâncias Psicotrópicas, que fora assinado pelo Paraguai e o Brasil em março de 1988.
Em 2001 ingressou no Partido Liberal (PL), pouco depois filiou-se ao Partido Social Trabalhista (PST) e tornou-se vice-líder dessa agremiação na Câmara. No exercício do mandato, apresentou projeto de lei instituindo o Dia Nacional da Bíblia, que foi aprovado, e propôs a regulamentação da profissão de psicanalista. Essa proposta gerou amplo debate na imprensa e no meio psicanalítico, expondo a divisão entre a Sociedade Psicanalista Ortodoxa do Brasil, favorável à aprovação do projeto, e as sociedades tradicionais de psicanálise, como a Associação Brasileira de Psicanálise. Em 2003, o projeto seria arquivado.
Nas eleições de 2002, candidatou-se a deputado estadual na legenda do PST e obteve uma suplência. Em janeiro de 2003, ao final da legislatura, deixou a Câmara dos Deputados e voltou a ocupar o cargo de pastor-presidente da segunda Igreja Batista de Campos.
Em maio de 2006, após investigação conduzida junto com o Ministério Público, a Polícia Federal deflagrou a chamada Operação Sanguessuga, que prendeu servidores públicos acusados de utilizar dinheiro público na compra de ambulâncias superfaturadas. Foi revelado que a empresa Planam pagava propina a parlamentares que apresentassem emendas ao Orçamento para a compra de ambulâncias pelas prefeituras. Essas descobertas levaram à instalação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI), que tomou o depoimento de Luís Antônio Vedoin, sócio da Planam, o qual, por sua vez, denunciou o envolvimento no esquema de mais de 90 parlamentares das legislaturas 1999-2003 e 2003-2007. Entre os acusados foi citado Éber Silva que, em agosto de 2006, foi denunciado pelo Ministério Público do Mato Grosso à Justiça por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
Casou-se com Dulcinéia Paiva e Silva, com quem teve dois filhos.
Escreveu Muito mais de Deus e Adoração e adoradores, ambos publicados pela MK Editora.