SINGER, André

André Vitor Singer nasceu em São Paulo no dia 19 de fevereiro de 1958, filho de Paul Israel Singer e de Eveline Singer. Seu pai foi professor de economia da Universidade de São Paulo (USP), foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e comandou a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), subordinada ao Ministério do Trabalho e Emprego.

Graduou-se em ciências sociais, em 1980, e em jornalismo, em 1986, na USP. Ainda na década de 1980, iniciou sua carreira na Folha de S. Paulo, onde chegou a secretário de redação. Em 1990, tornou-se professor de ciência política da USP. Entre 1990 e 1998 obteve os títulos de mestre e doutor em ciência política, também na USP.

Filiado ao PT desde a fundação, foi porta-voz de Luís Inácio Lula da Silva durante a campanha presidencial em 2002. Com a eleição de Lula no segundo turno, foi nomeado porta-voz da Presidência da República. Nessa função acompanhou o presidente em suas atividades e viagens oficiais, informando suas posições e oferecendo entrevistas coletivas, além de participar da redação de alguns de seus discursos e comunicados. Em março de 2005, acumulou a função de porta-voz com a Secretaria de Imprensa e Divulgação da Presidência da República. Durante sua gestão, levou adiante uma reformulação da secretaria. Teve ainda atuação de destaque por ocasião das denúncias envolvendo membros do governo e parlamentares de sua base de sustentação, que foram acusados instituir um esquema de pagamentos mensais para que projetos do governo Lula fossem aprovados no Congresso Nacional – episódio que ficou conhecido como o escândalo do mensalão.

Com a reeleição de Lula em 2006, pôs seus cargos à disposição, alegando já ter cumprido sua missão e desejar retomar suas atividades acadêmicas. Em março de 2007 deixou o governo e retomou sua atividade de professor universitário, atuando também, eventualmente, como articulista.

Casou-se com Sílvia Elena Alegre, com quem teve duas filhas.

Publicou diversos artigos em revistas acadêmicas e órgãos de imprensa, e os livros O PT (2001) e Esquerda e direita no eleitorado brasileiro: a identificação ideológica nas disputas presidenciais de 1989 e 1994 (2002).