SOUTO, Fabio

Fábio Loureiro Souto nasceu em Salvador no dia 18 de janeiro de 1973, filho de Paulo Ganem Souto e de Isabel Carolina Loureiro Souto. Seu pai foi governador da Bahia de 1995 a 1998, senador de 1999 a 2003 e novamente governador de 2003 a 2007.

Ingressou na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 1992, bacharelando-se em 1999. Em 2001, iniciou curso de pós-graduação em gestão empresarial na Fundação Getúlio Vargas em Salvador, diplomando-se no ano seguinte.

Iniciou sua carreira política elegendo-se para a Assembleia Legislativa da Bahia no pleito de outubro de 1998, na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL). Assumiu o mandato em fevereiro de 1999 e nessa legislatura presidiu a Comissão da Seca, dos Recursos Hídricos e da Irrigação, e foi membro titular das comissões de Educação, Esportes e Serviço Público, e de Constituição e Justiça. Integrou ainda a comissão parlamentar de inquérito (CPI) constituída para investigar convênios entre o INCRA e municípios da Bahia, e as comissões especiais do cacau e da divisão territorial.

No pleito de outubro de 2002, elegeu-se deputado federal pela Bahia na legenda do PFL. Assumindo sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2003, tornou-se primeiro vice-presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Em agosto, votou favoravelmente à reforma da previdência, proposta pelo primeiro governo de Luís Inácio Lula da Silva (2003-2007), que estabelecia idade mínima para a aposentadoria. Em junho do ano seguinte, votou a favor do substitutivo apresentado pela oposição, que procurava aumentar o salário mínimo para 275 reais. O plenário da Câmara dos Deputados, contudo, rejeitou a proposta, mantendo o valor de 260 reais, conforme medida provisória editada pelo presidente Lula.

Em março de 2005, tornou-se primeiro vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano e da Comissão de Finanças e Tributação, cargos que desempenhou até março do ano seguinte, quando assumiu a primeira vice-presidência da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Ainda nessa legislatura, integrou como titular a comissão especial da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) e as comissões especiais dos projetos de emenda constitucional (PEC) sobre recursos para a assistência social e sobre tribunais federais regionais.

No pleito de outubro de 2006, reelegeu-se para a Câmara dos Deputados na legenda do PFL, com a segunda maior votação do estado da Bahia. Na nova legislatura, passou a primeiro vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Integrou ainda, como titular, as comissões especiais dos projetos de lei sobre crédito para as atividades turísticas e sobre contratos para consórcios públicos. Foi também segundo vice-presidente da comissão especial do projeto de lei complementar sobre a Sudene. Nos meses de setembro e outubro de 2007, votou contra a PEC que prorrogava a Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011, que acabaria derrubada no Senado Federal. Em junho de 2008, já como primeiro vice-presidente da Comissão de Turismo e Desporto, votou contra a Emenda Constitucional 29, que garantia o aumento de recursos destinados à saúde através da criação de um novo imposto sobre movimentações financeiras, designado Contribuição Social para a Saúde (CCS).

Foi reeleito em outubro de 2010 com 65 mil votos. Na nova legislatura, iniciada em fevereiro de 2011, passou a integrar as Comissões Permanentes de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) e a de Seguridade Social e Família (CSSF), tendo sido 1º vice-presidente em ambas. Atuou também na Comissão Especial que discutiu o PL 2330/11, que abordou medidas e diretrizes necessárias para a realização das competições desportivas organizadas pela FIFA e que teriam o Brasil como sede em 2013 e 2014. O projeto, que ficou conhecido pela alcunha de Lei Geral da Copa, foi bastante contestado por Fabio Souto e outros oposicionistas, que se colocaram contrários à medida, sobretudo em função das concessões feitas à instituição internacional, mas acabou aprovado e sancionado em 2012.

Entre 2013 e 2014, assumiu a vice-liderança do DEM na Câmara e também do bloco composta pelas minorias naquela Casa. Para o pleito de outubro de 2014, porém, abriu mão da tentativa de um novo mandato para o Legislativo Federal, tendo lançado candidatura a deputado estadual pelo DEM, que, por sua vez, contava ainda com o pai do deputado, Paulo Souto, como candidato ao Governo do Estado da Bahia.

Casou-se com Isabela Ceolin Dadalto, com quem teve duas filhas.